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Joatan: um lateral velocista

Nesta coluna, Tico Cassola relembra a trajetória vitoriosa de Joatan, um dos melhores laterais que o futebol amador já teve

Por: Francisco Alves Neto Fonte: da redação
08/04/2022 às 22h36
Joatan: um lateral velocista
Joatan (primeiro em pé da esquerda para a direita) no elenco do Maquinho

Nos anos 70/80 ele foi considerado um dos melhores lateral esquerdo do futebol amador. Quem não se lembra do Joatan Loureiro da Silva? Tudo porque além de saber jogar bola, tinha um folego impressionante. Um atleta por excelência, que paralelamente, praticava com maestria o pedestrianismo. Um campo-grandense que tinha muita raça e voluntariedade. Versátil, também jogava de volante, jaqueta 5. Mas que subia constantemente para o ataque, pois tinha folego de sobra para correr os noventa minutos. Ele voava em campo.

O Joatan começou a jogar bola no outrora famoso time do T. Maia, da cidade de Araçatuba. Foi juvenil no início dos anos 70. Após uma rápida passagem, veio juntamente com seus familiares para Garça. Aqui chegou e logo se envolveu com o futebol. 

O primeiro time foi o Rodoviário, do técnico Mourinha, que tinha por excelência montar equipes com jogadores jovens. Era uma molecada boa de bola. Logo de início começou a se destacar. Não demorou e recebeu convite para jogar no Ipiranga e no Frígus. Disputou cinco finais do campeonato amador, foi campeão pelo Ipiranga em duas oportunidades, nos anos de 76 e 79, e pelo Frígus na temporada de 77.

Veja o time do Rodoviário. Em pé da esquerda para direita: Joatan, Carlos Cirilo, Luiz Antônio, Zé Reinaldo, Mourinha e Nita. Agachados: Mauro Val, Helinho, Cirilo, Luiz Conessa e Eduardo Davi. Isto mesmo, o Joatan é irmão do infindável Eduardo Davi, que próximo de completar 71 anos, continua correndo atrás da bola, e é destaque no Corinthians máster garcense.

No futebol de salão (futsal) Joatan foi vice-campeão do municipal pela Quitandinha, competição realizada no Ginásio “Wilson Martini”, e ganhou o troféu de melhor jogador. Depois foi para o suíço e mais um título: campeão pela Auto Mecânica Garça, na temporada de 85, época do terrão, atrás do Hospital São Lucas. 

Na sua passagem por Garça, o Joatan ainda foi um grande praticante do pedestrianismo, e disputou várias provas representando a cidade pelo interior do Estado. Muitas conquistas, comprovadas nos troféus e medalhas que recebeu. Integrou a equipe da CCE/Comissão Central de Esportes e do Café São João. Na outra foto, juntamente com corredor Frederico, momentos antes de mais uma largada.

NO MAQUINHO

Poucos sabem, mas o Joatan teve uma passagem nas equipes de base do Marília Atlético Clube, e por pouco não se profissionalizou. Com o nome em alta em Garça e região, foi convidado pelo técnico Walter Zaparolli e o supervisor Pupo Gimenes para disputar o campeonato juvenil estadual pelo Maquinho. O Marília era presidido pelo Pedro Pavão, e tinha tradição em formar jogadores. 

O time do Maquinho era bem estruturado. Tanto é verdade que sempre treinava contra o profissional e não fazia feio. Com isto o futebol do Joatan foi crescendo, acabou convocado para o MAC principal e disputou dois jogos: Botafogo, de Ribeirão Preto e São Bento em Sorocaba. 

Numa ocasião o MAC realizou um amistoso na cidade de Jacarezinho, Estado Paraná. O Joatan fez uma grande partida, despertando interesse dos paranaenses. Só que na hora do empréstimo ou venda, os dirigentes não se acertaram. Com isto o Joatan ficou um tanto quanto decepcionado e resolveu parar com o futebol profissional. Veja o Maquinho: em pé da esquerda para direita: Joatan, Donizete, Hércules, Márcio, Joy e Marcelo. Agachados:  Zé Luiz, Foguinho, Harú, Nivaldo e Larry.  

Tempos depois o Joatan foi estudar no curso Direto em Bauru. Para variar, se destacou nos jogos e corridas entre as faculdades. Num destes jogos encontrou com o Nivaldo (ex-Mac), que prontamente o convidou para fazer um teste no Norusca. Apesar da insistência do ex-colega do Maquinho, não topou a parada. Optou pelos estudos. Hoje o Joatan é um renomado e competente advogado na sua querida Campo Grande/MS (foto).

ÍDOLOS NO ESPORTE 

O Joatan não tem um, mas três ídolos do esporte. Todos atletas de peso, verdadeiras lendas. Como torcedor santista, seu ídolo é Pele, o atleta do século. No pedestrianismo é Joaquim Cruz, o primeiro e único brasileiro campeão olímpico de pistas, nos Estados Unidos em 1984. E o último é do boxe, o esporte que o Joatan mais gosta: o boxeador mexicano Júlio Cézar Chaves, campeão mundial cinco vezes num cartel de 90 lutas invictas. 

                                           WANDERLEY “TICO” CASSOLLA

 

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