
Não é segredo para os mais sensíveis que nosso “eu” interior determina o mundo à nossa volta; a energia que temos dentro de nós e emanamos vai interferir diretamente no ambiente em que vivemos. E não é incomum pessoas que adoecem pelo simples fato de pensar demais em doenças ou pessoas tão negativas que parecem atrair o azar por onde vão. Dizem que o pensamento e a vontade são criadores, mas eu gosto de pensar que há muito mais envolvido nisso do que apenas a vontade. Creio que nossa essência, aquilo que realmente somos embaixo das camadas e camadas de verniz que ostentamos no dia a dia, é o que determina o mundo em que vivemos.
Podemos viver em um local de harmonia, onde flores germinam e pássaros cantam, ou podemos literalmente nos afundar em umbrais lamacentos e fétidos. Dentro do meio espírita e também de outras vertentes espiritualistas, dá-se o nome de umbral a locais de sofrimento. Apesar da palavra umbral significar unicamente soleira ou entrada de uma porta, ela ficou conhecida e imortalizada como sendo locais de expurgo além da vida; chame de inferno, se quiser...
O umbral, ao contrário do que muitos pensam, não é um lugar definido ou criado por Deus para punir seus filhos rebeldes, mas sim um lugar que a mente perturbada cria, ou seja, o pensamento e a vontade de que falei no início. Resumindo: vibre no mal e o mal lhe encontrará...
Mas e se eu te disser que não precisa desencarnar (morrer) para viver no umbral? Sim, nossa mente é a mesma aqui ou além desta vida, somos os mesmos; a diferença é a dimensão em que um e outro se encontra. Existem muitos dos que habitam esse mundo que já vibram poderosamente nos umbrais. São portais vivos para que os seres que lá habitam se manifestem e atuem no nosso mundo; são os famosos “laranjas” dos trevosos...
Tá achando o texto muito sombrio? Eu nem comecei a escurecer a coisa... Essa introdução é para falar sobre Dark Web, conhece? Internet obscura, para ficar mais fácil de entender. A Dark Web é uma prova de que muitos de nós já vivem no umbral. Para quem não sabe, as informações que acessamos, a internet que usamos, representam apenas 10% de toda a informação contida na Web. Os outros 90% ficam retidos na Deep Web, que é onde bancos, polícia, governo e pesquisas sigilosas se encontram, com acesso restrito...
Então “mergulhe” mais um pouco na Deep Web e entrará na Dark Web, uma terra sem lei, desta vez sem nenhum tipo de monitoramento ou censura; literalmente umbrais trevosos, onde pessoas “do bem”, muitas delas sem levantar a menor suspeita no dia a dia, fazem seus “tours” livremente e extravasam tudo o que a sociedade condena.
Crimes virtuais contra animais parecem ser muito comuns e com grande procura nesses locais. Aparentemente, quem pratica tais aberrações sofre de um distúrbio mental — vou chamar assim para não ofender ninguém — em que o indivíduo sente prazer em torturar e matar animais. Dá-se a esse distúrbio o nome de zoosadismo. Esses nomes bonitos que precisam existir para denominar coisas inomináveis...
Virou um tipo de profissão para quem fornece o serviço; pessoas que saem recolhendo animais de rua, os aprisionam e, diante das câmeras, encenam com esses pobres e inocentes animais cenas grotescas e inimagináveis... Eu poderia dar exemplos, mas não vou fazer. Não quero minha mente entrando ainda mais nesse mundo grotesco; quero apenas que imagine que os animais são torturados e que a morte é o objetivo. Sendo assim, eles não precisam comer ou se hidratar, e muito menos estar confortáveis no local onde são colocados; consegue entender o que quero dizer, não é?
Gatos e cães são os mais usados, e existem cardápios onde se escolhe o tipo de tortura e as ferramentas a serem utilizadas... Diversos animais são aprisionados para esse fim, inclusive macacos. A preferência são animais que gritam e fazem algum tipo de escândalo, pois o som aguça a mente desses pervertidos assassinos — desculpa o linguajar; quero dizer que o som aguça a mente desses pobres doentes mentais.
Agora, voltando ao início deste texto, imagine como deve ser a energia dessas pessoas, desses ambientes... Literalmente um umbral! A única diferença é que, quando encarnados, não temos acesso a essa dimensão, mas o contrário acontece; essa dimensão está nos observando, com as garras armadas em nossa direção. Sendo assim, vibre no amor, no bem e nas causas nobres. Afinal, acredite em mim, será essa realidade que desejará encontrar ao deixar este mundo!
Vanderli do Carmo Rodrigues