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“A ciência da guerra” — por Vanderli do Carmo Rodrigues

Reflexão questiona interesses por trás das missões espaciais e levanta debate sobre prioridades da humanidade

Por: Redação Fonte: Garça em Foco
09/04/2026 às 13h44
“A ciência da guerra” — por Vanderli do Carmo Rodrigues

Mais de 50 anos de espera, e lá estava o olhar de todos, tomados de emoção ao ver o lançamento que levará mais uma vez, o ser humano à Lua; sem pousar dessa vez, apenas um voo panorâmico e muitas imagens e informações.
Por que demoraram tanto tempo para voltar? Por que a Lua passou de objeto de disputa para algo desinteressante? São muitas teorias que envolvem o assunto, entre elas, e talvez a mais interessante de todas, seria a existência de bases alienígenas em solo lunar, e o aviso explícito de “a Lua nos pertence Homo Sapiens, contentem-se com a Terra!”
Mas, segundo a Nasa, eles apenas perderam o interesse nas missões espaciais... 
Sem querer me aprofundar nessa teoria conspiratória de que fomos proibidos de trafegar pelas imediações da Lua, mas já doida de curiosidade para saber se dessa vez fomos convidados para a visita, eu vou falar sobre as prioridades do ser humano – ou daqueles que nos governam...
Não somos uma espécie muito inteligente, convenhamos, temos esse desejo nato de dominar e destruímos pelo puro orgulho de mostrar quem pode mais, sem pensar em vidas e os efeitos sobre o planeta dessas ações egocêntricas; sim, estou falando das Guerras.
A maioria de nós, quando descobre o valor exorbitante que foi essa missão de orbitar a Lua, pensa que o dinheiro poderia ser usado aqui no planeta, ajudando a reerguer povos que vivem na miséria; eu mesma já me questionei disso, de como o ser humano gasta em missões espaciais, quando poderia investir aqui na Terra. E olha que sou uma apaixonada por espaço e tudo o que o envolva...
Mas hoje, já não penso mais assim, afinal chega a ser nobre gastar com missões espaciais, quando se descobre quanto se gasta com a guerra... Trilhões e trilhões de dólares, dá para imaginar isso? Eu, sinceramente não consigo, minha mente se recusa a processar tais quantias, já que nunca vou entrar em contato com elas.
Nas mãos de uma minoria, as decisões que comprometem milhares de pessoas; realmente não somos nada inteligentes... Mas o que poucos sabem, ou se interessam em saber, é que a ciência e a guerra caminham de mãos dadas; a mesma tecnologia usada em foguetes espaciais, será aplicada em armas, ampliará o poder de fogo de países que dominem as missões espaciais.
Aí a gente pensa: será que essas missões não seriam uma desculpa para se criar mais armamentos? Com certeza! As missões deixam a todos nós embasbacados olhando o céu, emocionados de ver o foguete rasgando a gravidade em direção ao espaço profundo, enquanto a surdina, se cria caças mais velozes, satélites de vigilância, armas inteligentes, tudo isso, com a tecnologia espacial... Uma cortina de fumaça, se assim podemos dizer, uma forma de disfarçar e ganhar a simpatia da população...
Durante a Segunda Guerra Mundial, os cientistas Judeus que podiam contribuir com as pesquisas Nazistas eram poupados dos campos de concentração e enviados aos laboratórios, onde eram forçados e pressionados a contribuir com a guerra que aniquilaria com seu país e compatriotas. 
Todos nós sabemos que a segunda guerra mundial foi alavanca para o desenvolvimento tecnológico: helicópteros, micro-ondas, computadores... inclusive o “Fusca” foi idealizado por Hitler, que queria um carro popular, econômico, que pudesse carregar uma família alemã ou três soldados e uma metralhadora, e ainda com o motor traseiro sendo perfeito para as travessias no deserto. 
A ciência por trás da guerra, ou a guerra por trás da ciência? Penso que a cooperação entre os dois extremos seja uma realidade, talvez uma necessidade se levarmos em conta o primitivismo que ainda impera em nosso mundo...
O interesse de governantes no espaço é bem diferente do nosso, eles não estão interessados em descobrir nossas origens estelares e nem tampouco se existe vida inteligente fora da Terra, visto que as ações humanas provam que estamos carentes dessa inteligência por aqui mesmo; o que eles querem é a tecnologia por trás dessas missões; cientistas renomados não se debruçariam sobre livros e bancadas para criar uma arma letal, mas eles o fariam para criar foguetes que levariam o homem mais longe no Universo, foguetes esses, como o Starship da SpaceX, que está sendo usado para lançar grandes quantidades de satélites militares, barateando e acelerando a militarização do espaço...
Os interesses bélicos são os responsáveis diretos pelas missões espaciais, e temos a corrida espacial, durante a guerra fria para comprovar isso; a verdade é que o país que chegar primeiro, que fincar sua bandeira em solo extraterrestre, ditará as regras; e a Lua não é uma rocha inerte, como se supõe apenas observando, ela é rica em minerais raros e já se idealiza uma base lunar para o garimpo dessa riqueza. Metais que poderão ser usados como combustível de foguetes, minérios essenciais para eletrônicos, e tantos outros que enchem os olhos de cobiça... 
Mas isso, se os Aliens da Lua deixarem, claro...
As guerras podem ter inúmeros motivos, mas nenhum deles vale o extremo que é uma guerra; é difícil aceitar que os que decidem pela guerra, nunca chegarão a um campo de batalha, que estarão seguros atrás de mesas protegidos por soldados. Dizem que “A guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si, por decisão de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam...” e essa frase, atribuída a um piloto, mas sem fontes que o confirmem, resume o que somos, as prioridades de uma espécie que se divide entre os que querem conhecer a família Cósmica e os que se aproveitam dessa oportunidade para destruir as famílias terrenas...

Vanderli do Carmo Rodrigues

 

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