Sexta, 24 de Setembro de 2021
27°

Poucas nuvens

Garça - SP

Dólar
R$ 5,34
Euro
R$ 6,26
Peso Arg.
R$ 0,05
Geral RECORDAR

Sérgio Miranda: um craque da bola

Nesta coluna, Tico Cassola conta a trajetória do Sérgio Miranda, um grande jogador que surgiu no futebol amador, e que teve a oportunidade de jogar profissionalmente

30/07/2021 às 14h20
Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da Secom
Compartilhe:
Umas das formações do Flamengo: Em pé da esquerda para direita: Precípito, Valdir Turato, Dú, Gilson, Osmar “Tanajura”, Mário Fogo, Casagrande, Ronier e Bétão Aguiar. Agachados: Natalino Baldo, Tonho Nego, Cóle, Navarro, Sérgio Miranda, Osmar Silvestre, T
Umas das formações do Flamengo: Em pé da esquerda para direita: Precípito, Valdir Turato, Dú, Gilson, Osmar “Tanajura”, Mário Fogo, Casagrande, Ronier e Bétão Aguiar. Agachados: Natalino Baldo, Tonho Nego, Cóle, Navarro, Sérgio Miranda, Osmar Silvestre, T

Hoje a coluna está em clima de festa, e manda os parabéns para o Sérgio Luiz Miranda, aniversariante que acabou de completar 61 anos, no último dia 11 de julho. O Sérgio Miranda foi mais um grande jogador que surgiu no futebol amador, e teve a oportunidade de jogar profissionalmente. A bem da verdade, ele pertence a uma família tradicional e com bons jogadores: o zagueiro Márcio Miranda e o meia atacante Nenê Miranda, que foram destaques no amador e no futebol suíço.

Mas o Sérgio Miranda era o mais habilidoso dos Miranda. Ambidestro batia fácil na bola, assim como desarmar o adversário. A posição original era na lateral esquerda. Mas se o treinador precisasse também atuava na meia cancha. Desde a infância sempre gostou de jogar bola. Os primeiros chutes foram na antiga Vila Guanabara, junto com a garotada da região, e na vizinha Vila Mariana. 

No ano de .978, disputou pela primeira vez o campeonato amador pelo time da Fazenda São João do Nouguês, e foi eleito pela CCE/Comissão Central de Esportes, o “atleta revelação”. A equipe rurícola contava com alguns os reforços da cidade: Zetinho, Canela, o goleiro Leivinha, Dito, Nivaldo, Gininho, Navarro e Tiquinha. Logo despertou o interesse dos dirigentes do Garça, que viram nele um bom potencial técnico, e acabaram por profissionalizá-lo. 

Naquela época, o presidente do Garça, era o Sr. José Antônio Fernandes, cujo elenco de jogadores contava com o Romero, Garozi e os goleiros Arnaldo e Luizinho Andrade. Se o Garça não disputou um bom campeonato, o Sérgio Miranda novamente se destacou e de imediato, e foi contratado pelo Noroeste de Bauru, onde atuou nas temporadas de 1978/79.

No Noroeste viveu a sua melhor fase, atuando ao lado de grandes e famosos jogadores: Tobias, Jorge Fernandes, Lela, Bugre, Jorge Maravilha, Bira, Ari Nascimento. Nesta época o time disputou o campeonato brasileiro, a famosa “Taça de Prata”. Dentre 74 clubes, o Norusca terminou na 28ª colocação, depois de se classificar na repescagem da primeira fase, e ser eliminado na etapa seguinte pelo Grêmio e o Palmeiras. Com certeza deve ter sido a competição mais importante que o Norusca disputou em toda a sua história.

Jogou ainda na Santacruzense, de Santa Cruz do Rio Pardo (na foto é o primeiro em pé, da direita para a esquerda), quando a equipe foi comandada pelo técnico José Carlos Coelho. Por último defendeu o Oeste, de Itápolis. Depois de parar com a carreira profissional, Sérgio Miranda continuou morando em Bauru. Como sempre manteve uma excelente forma física, ainda teve gás para disputar o forte amador bauruense. Defendeu o Corinthians, do Jardim Prudência, ao lado irmão Nenê e dos garcenses Osmar “Tanajura” e Cunha. 

Também jogou no Internacional e do Atlético, continuando com suas grandes atuações. Deixou o nome marcado no esporte menor da “terra sem limites”, a ponto de recentemente um grupo de amigos esportistas do Núcleo Mary Dota, fazer uma bonita homenagem para ele. Um reconhecimento ao craque da bola.

Paralelamente, o Sérgio Miranda disputava o amador de Garça. No ano de 1984 jogou pelo Gartec, do presidente Luiz Carlos Beline. Jogou ainda no Flamengo do técnico Betão, se tornando bi-campeão nas temporadas de 1985/86. Veja uma das formações do Flamengo. Em pé da esquerda para direita: Precípito, Valdir Turato, Dú, Gilson, Osmar “Tanajura”, Mário Fogo, Casagrande, Ronier e Bétão Aguiar. Agachados: Natalino Baldo, Tonho Nego, Cóle, Navarro, Sérgio Miranda, Osmar Silvestre, Túlio Calegaro e Geraldo (massagista). Depois jogou no futebol suíço jogando pelo Socafé, do presidente José Aparecido Soares. E mais um título na brilhante carreira: campeão no ano de 1999. Aí decidiu parar com a bola em clima de disputa. 

Para o Sérgio Miranda ele já deu a sua contribuição no futebol. Hoje está feliz e sossegado com o que a bola lhe proporcionou na carreira. Como bem me disse o seu amigo de muitas jornadas esportivas, o Osmar “Tanajura”: “ele foi um jogador habilidoso, mesmo sendo um defensor. Jogava na antecipação, sem utilizar das jogadas violentas para desarmar os atacantes. Sinceridade, era para ele ter ido bem mais longe no futebol. Coisas do futebol, difícil de explicar”.

No lado profissional, o Sergio Miranda ainda está em atividade, trabalhando no DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Bauru. Veja em foto recente, como está o nosso homenageado, festejando mais um aniversário, ao lado do filho Rodolfo e do neto Vitor.

                          

                                               

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.