Terça, 15 de Junho de 2021
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Geral RECORDAR

Luizinho: um autêntico ponta direita

Nesta coluna, Tico Cassola relembra a trajetória do habilidoso e rápido ponta Luizinho.

21/05/2021 21h22
Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
A forte equipe do Flamengo, campeã do amador de 1990
A forte equipe do Flamengo, campeã do amador de 1990

A coluna recorda um pouco da carreira do carismático Luiz Antônio, ou simplesmente, Luizinho, um ponta direita de grandes predicados técnicos, que surgiu na várzea garcense nos anos 70. Como bem disse certa vez o Betão Aguiar, ex-técnico do campeoníssimo Flamengo, de Vila Rebelo: “Muitos bons jogadores passaram pelo time, mas o Luizinho como ponta direita se destacava dos demais. Além de uma velocidade incrível para correr os noventa minutos, tinha facilidade para ir à linha de fundo e cruzar na área. Sem falar que era uma ótima pessoa, e com aquela simplicidade peculiar de quem nasceu na roça”. 

Opinião também compartilhada pelo primeiro treinador aqui da cidade, o Bofeti, comandante do juvenil do Botafogo: “Quando o Luizinho chegou da Fazenda Santana do Pereira Leite, já vi nele um garoto bom de bola e de futuro no futebol. Sabia driblar na velocidade. Quando era lançado em profundidade, era difícil o lateral alcançá-lo. Depois daí ele se destacou nos times amadores”.

De fato, o Luizinho tinha tudo para seguir na carreira profissional, porém, este não era o seu destino. Coisas que só acontecem no futebol. Nos anos 70 as diversões para a garotada eram poucas, praticamente se resumia ao futebol. Para o Luizinho não foi diferente, pois morava na zona rural. Aí que com a idade de 13 para 14 anos começou a jogar no time da Fazenda Santana do Pereira Leite.

Até que nos idos de 1976 decidiu disputar o campeonato juvenil pelo Botafogo. No ano seguinte foi para o Salec, e conquistou o primeiro título, num inesquecível jogo contra o Flamenguinho, de Vila Rebelo. O Salec, do saudoso técnico Miro, ganhou pelo placar de 1 a 0, gol do Élcio. Este jogo o Luizinho lembra com muito carinho e um pingo de emoção. A final foi disputada no Estádio Municipal “Frederico Platzeck”, na preliminar de Garça x XV de Jaú.

A partir daí começou a desfilar nos gramados garcenses, disputando um forte campeonato amador. Dentre os principais times, jogou na Casa Ipiranga, Cavalcante, Ipiranga, Flamengo, Centro Esportivo do Garça e no próprio Salec, onde foi novamente campeão, na temporada de 1980, sob o comando do técnico Ednalvo Cardoso de Andrade. Um título marcante porque jogou ao lado do sempre querido irmão João de Deus, centroavante goleador, que infelizmente não está mais entre nós.

Veja o Luizinho no time do Flamengo, campeão amador em 1990. Em pé da esquerda para direita: Fernando Tocilo, Nél, Mário Fogo, Ênio Aguiar, Dú e Neno, Agachados: Dione, Lolinha, Tuca, Luizinho e Tino.

Com o “nome em alta” não só na cidade, foi convidado e disputou campeonato regional da Liga de Marilia, pelo Gália e Alvinlândia. Chegou até treinar no Maquinho, na época treinador por Walter Zaparoli, indicado que foi pelo esportista e competente Ednaldo Cardoso de Andrade.

Nos idos de 1995, Luizinho foi trabalhar na região de Campinas. Pensou que seria uma viagem rápida. Gostou a está até hoje morando por lá. Apesar da vida mais corrida lá, ainda disputou o amador campineiro pelo time do São Cristóvão. De lá acompanha o seu amado Corinthians, o time do coração. E olha o sugestivo bolo quando comemorou mais um aniversário. No futebol tem como ídolo o Zico, o consagrado “Galinho de Quintino”, o melhor jaqueta 10 da história do Flamengo

carioca. Luizinho já atingiu a merecida aposentadoria, mas não consegue ficar parado, está trabalhando como Uber. Sempre que pode vem em Garça rever os amigos que fez ao longo dos anos. Não esquece daqueles que jogavam muita bola: Dinho Parreira (foto), Tonho Alves, Gininho, Tonho Nego, Zirtinho, Osmar Tanajura, Serginho Cabeça, Biro Biro, Adãozinho, Júlio Cabeça e Dinho Scartezini, e vários outros.

Luizinho não descarta a possibilidade de um dia retornar a sua querida Garça. Se fosse possível, recomeçaria tudo de novo. E com uma bola nos pés, a sua grande e eterna paixão.

    Wanderly Tico Cassola 

 

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