Terça, 20 de Abril de 2021
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Geral SAUDADE

O jogo da Seleção dos Craques em Garça

Nesta coluna, Tico Cassola relembra uma seleção de feras que encontrou o público num jogo festivo no Platzeck

19/03/2021 16h03 Atualizada há 1 mês
Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
O jogo da Seleção dos Craques em Garça

Do palmeirense Gilmar Francisco Mantovanelli, lá da cidade de Americana, recebemos uma bonita foto de uma seleção de feras que jogou no Estádio Municipal “Frederico Platzeck”. Até ficamos na dúvida se já tínhamos publicado a foto ou não. Pesquisamos em nosso arquivo em não encontramos nada. Então achamos por bem utilizá-la na coluna deste sábado. Até porque nela está o Paulo Roberto Gonçalves, o nosso “Pelezinho”, ou Paulo Garça, como ficou conhecido no cenário esportivo brasileiro, e que faleceu no último sábado.

Antigamente era comum a reunião da boleirada em jogos festivos de fim de ano. Nos anos 70/80 muitos jogos aconteceram no “Platzeck”, para a alegria dos torcedores. Um dos grandes incentivadores foi o ex-técnico Juvenal Hilario do Nascimento, o conhecido “Juvenal Barbeiro”, que tinha um carisma fora de série para trazer os jogadores.

Diferente da comunicação dos dias atuais através da net, na época, a propaganda era via rádio ou cartazes espalhados pela cidade chamando os torcedores. Uma sensacional tarde esportiva entre duas seleções de renomados craques profissionais: Seleção de Garça x Seleção de Lins. O jogo aconteceu num domingo, dia 30, às 15h30. Na preliminar: Ipiranga x Rodoviário. Pelos jogadores que estiveram em ação, o ano deve ser o de 1971, talvez 1972.

Dos considerados “times grandes da capital” vieram Valdir Peres, Paulo Garça e Piau, do São Paulo, Leivinha e Mário, do Palmeiras, Nelson Lopes, do Corinthians. Além dos craques do Garça, da várzea foram convocados alguns dos melhores jogadores, dentre os quais o Robson “Pézão”, goleiro Roberto, os irmãos Edson e Helinho Tercioti. Um dos destaques foi o garcense e eficiente zagueiro Cidão, na época atleta do Sport Recife.

Veja a formação da seleção garcense. Em pé da esquerda para direita: Índio, Cidão, Bô, Manduca, Abegar, Pedroso, Robson “Pézão”, Valdir Peres e Roberto. Agachados: Helinho Tercioti, Varlei, Paulo Garça, Gilmar Mantovanelli e Edson Tercioti. O último não conseguimos identificar. Veja ao fundo a arquibancada coberta do “Platzeck” completamente lotada de torcedores, que assistiu um grande espetáculo. Quanto ao placar final não conseguimos descobrir (empate?), o resultado mais comum nestes jogos. Mas com certeza muitos e belos gols aconteceram, além de jogadas de efeitos. 

PALMEIRENSE FANÁTICO

Apesar de ter nascido em Vera Cruz, o Gilmar Francisco Mantovanelli veio morar em Garça com apenas um ano, cidade onde fez um grande círculo de amizade, principalmente nos meios esportivos. Era um atacante de bons predicados técnicos, com um excelente preparo físico. Gostava de jogar na meia ou ponta direita, e também de controavante jaqueta 9, onde marcou muitos gols.  

A paixão pelo futebol vem desde a infância, quando o seu pai Angelim Mantovanelli montou o Garcinha, time que representava o Bairro Labienópolis/Cavalcante. O “Seo” Angelim era o técnico e reuniu uma boa garotada da vila, onde estavam o goleiro Titão Manflin, João Azevedo, Tonho Nego, Róbson “Pezão”, Tiguinha, Gininho, Nivaldo, Valdir da Volks, Carlinhos Tocilo e vários outros.

Depois o Gilmar jogou no Frigus, Gartec, Bezerra de Menezes, Casa Ipiranga e Guanabara. Neste último foi campeão amador em 1983. No âmbito regional jogou no Santa Cruz, de Vera Cruz, no Bradesco de Marilia e ainda no Ocauçu, onde se sagrou campeão regional no difícil campeonato promovido pela Liga de Futebol de Marilia.  Também chegou a disputar alguns jogos pelo Garça, atuando na ponta direita.

O professor Gilmar saiu de Garça nos idos de 1996, em busca de novos horizontes. Atualmente está residindo em Americana. A sua grande paixão no futebol continua sendo o glorioso Palmeiras. Ainda recentemente, visitou a Arena Allianz Parque (foto) e teve a oportunidade de ver as glórias e troféus palmeirenses.  Assim como “matou” a saudade de rever os lances de jogos, gols, e posters dos imortais jogadores: Dudu, Ademir da Guia, Leão, Leivinha, Cesar, Luiz Pereira, Rivaldo, o garcense Roberto Carlos, Edmundo, Rinaldo, Zinho, Alex, Djalma Santos, Evair, goleiro Marcos e tantos outros.

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