
Além de causar indignação diante da imprudência do motorista, a tragédia chama a atenção para o perigo a que estão expostos os estudantes da Fatec que circulam diariamente de moto ou bicicleta por aquele trecho. José Lucas foi vítima de apenas um dos vários motoristas que de forma imprudente, realizam a manobra proibida naquele ponto do prolongamento da Presidente Vargas.
Professores e diretores da faculdade ficaram consternados com o ocorrido, e revelaram ser frequente a queixa dos alunos sobre os abusos cometidos pelos condutores de veículos no local do acidente. Providências já foram solicitadas aos órgãos competentes, mas sem sucesso. Além dos carros que atravessam a frente de motos e bicicletas na contra mão, outro risco é a falta de acostamento. Isso obriga os ciclistas a se arriscarem na pista, já que a calçada precária cheia de buracos inviabiliza o trânsito. A escuridão representa outro perigo para os universitários que passam pelo trecho. Entre os alunos e nas redes sociais, o caso abriu discussão sobre a necessidade urgente de medidas para evitar que o trecho seja cenário de nova tragédia.
Quem mora ali perto ou transita com frequência pelo local é testemunha da imprudência dos motoristas. “Sempre quando estou indo para faculdade vejo motoristas entrando na contra mão. Semana passada uma moto entrou na contra mão quase que a caminhonete pegou ele, sem falar que esse pedaço aí é muito escuro a noite”, falou Patricia Pereira Cirilo.
“Eu passo por aí diariamente a trabalho. Já vi motorista entrar na contramão para pegar a pista na luz do dia”, denunciou Rafael Rosa, em postagem feita na rede social.
“Ali é um perigo. Toda hora tem moto ou carro na contramão. As pessoas não respeitam a leis de trânsito, e a irresponsabilidade mata inocentes”, indignou-se Elaine Vini Rapha. Silvana Bernardo diz que o lugar é realmente “muito perigoso”, e morre de medo quando seu filho vai de bicicleta para faculdade. “Sem acostamento não há segurança. Agora fica uma família despedaçada por um inconsequente que depois a justiça deixa solto”. A garcense Maria Angélica aponta que além de muito escuro, e defende a colocação de muretas para evitar que os motoristas cortem a pista.
“Moro aí perto e todo dia arrumo confusão com quem entra aí na contra mão”, Regina Silva. Alguns cidadãos dizem que uma rotatória solucionaria o problema. Porém, outros defendem fechamento urgente da passarela. “Esse retorno tinha que ser fechado e obrigar o motorista a fazer o contorno só lá em cima no trevo, porque nessa cidade não se respeita ‘pare’ nem semáforo”. Contatada sobre as possíveis providências, a Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura informou que o trecho é de responsabilidade do Departamento de Estrada e Rodagem (DER).