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Festas sem alvará crescem na região; organizadores podem responder processos

Organizadores normalmente se preocupam apenas com o próprio lucro e não com a segurança e as medidas legais.

Por: Redação Fonte: Garça em Foco
10/06/2022 às 09h17 Atualizada em 10/06/2022 às 09h42
Festas sem alvará crescem na região; organizadores podem responder processos

As festas clandestinas, ou festas sem alvará, vem tendo uma grande crescente em Garça e em cidades região, como Gália, Vera Cruz e Marília. E o perigo iminente se da pela completa falta de segurança dos locais, normalmente sem o AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - para este fim e sem os alvarás municipais, que tributam as cobranças de entrada e normatizam sobre a segurança interna no decorrer destas festas.

Os organizadores normalmente se preocupam apenas com o próprio lucro e não com a segurança e as medidas legais. Como regra geral, o ideal é que a equipe de seguranças para eventos seja equivalente a 2% do número de convidados. Ou seja, para cada 100 participantes, é preciso ter a presença de dois seguranças. E a equipe de segurança tem que estar devidamente com seus registros ativos e aptos pela Polícia Federal, através de certidões apresentadas. E isso normalmente não vem acontecendo e os organizadores podem ser alvos de multas e processos judiciais.

"Normalmente esses eventos falam que são só para convidados, porém cobram a entrada e divulgam os lugares apenas no dia. Isso descaracteriza como festa particular e abre precedente para festa com cobrança de bilheteria. Além da Polícia Militar não ser comunicada sobre o local e realização do evento, que pode acontecer os famosos arrastões ou assaltos no percurso. O perigo é grande e a atitude irresponsável", alertou o tenente da reserva da PM, Alberto Costa.

Outro exemplo emblemático, em meio de vários, se da pelo Caso da Boate Kiss, onde muitas mortes ocorreram em um evento sem autorização e sem os devidos alvarás, onde os organizadores queriam apenas "curtir e ganhar dinheiro". Para denunciar um evento clandestino, basta ligar 190 ou na ouvidoria da Prefeitura local.

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