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Garça é alvo de operação contra maus tratos de animais

Ação envolveu polícia garcense e Ong mariliense que atua na região. Animal foi encontrado morto em casa no Labienópolis.

Por: Francisco Alves Neto Fonte: da redação
02/06/2022 às 06h44
Garça é alvo de operação contra maus tratos de animais

Nesta quarta-feira, Garça foi alvo de uma operação contra maus tratos de animais que envolveu a Ong Spaddes, que teve apoio da Polícia Militar numa ação para apurar algumas denúncias no bairro Labienópolis. Durante fiscalização numa das residências, um cachorrinho foi encontrado sem vida dentro de uma casinha, e segundo apurado, o animal já estava morto há dias no local.

Na mesma casa, mais dois animais vivos - uma fêmea adulta e um filhote – foram encontrados, mas não tinham alimentação disponível, e tanto a área externa e interna do imóvel estava lotado de fezes. A tutora, após ser indagada sobre a situação, disse que os animais estavam sendo alimentados e que a ração ficava na casa de seu pai. Sobre o animal morto, contou que tinha morrido no dia anterior, o que contestado pela médica veterinária que acompanhou a diligência, e também pela perícia que também esteve no local, e numa avaliação preliminar, antecipou que a morte ocorreu há pelo menos três dias.

Diante do flagrante maus tratos, os responsáveis pela ONG pediram a prisão da moradora, que foi conduzida à Delegacia do Município e apresentada a autoridade policial. Todas as partes foram ouvidas, e por entender que não havia necessidade de prender a tutora no ato, o delegado do caso decidiu apenas fazer o registro do boletim de ocorrência, liberando a mulher para responder em liberdade. Os animais vivos continuaram sob responsabilidade da moradora.

Em nota divulgada à imprensa após o fato, os responsáveis pela ONG mariliense que atua no combate aos maus tratos de animais em toda a região, informou que seu diretor Gabriel Fernando, com total transparência e dentro da legalidade, chegou a dar voz de prisão para a tutora do animal. No entanto, salientam que cabe somente a autoridade policial fazer a lavratura do auto de prisão em flagrante, ou decidir que o acusado responda o processo em liberdade.

“Em relação aos animais que continua na casa da investigada, em nenhum momento a Ong Spaddes recebeu o termo de auto de apreensão e entrega dos animais, ou termo de fiel depositário. Nossa luta pela causa animal continua, infelizmente nossas leis são muito brandas, mais com essa nova lei sanção que foi aprovada em setembro de 2020 já é um avanço para causa animal, mais que infelizmente em algumas cidades não está sendo cumprida como deveria”, esclareceu a nota.

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