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Garcenses já pagaram mais de R$ 9 milhões em impostos em 2022

O número representa um aumento de 11,33% em relação ao mesmo período do ano passado

Por: Redação Fonte: Acig
09/05/2022 às 15h41
Garcenses já pagaram mais de R$ 9 milhões em impostos em 2022

Criado em 2005 pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Impostômetro mostra de forma online o quanto está sendo arrecadado em impostos no país em tempo real. Os dados apontam que de primeiro de janeiro deste ano, até às 18h25 de ontem (8 de maio) o garcense já pagou R$ 9.908.401, 63 em impostos.

O número representa um aumento de 11,33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram pagos pelos garcenses o montante de R$ 8.899.685,70.

“Considerando todo o cenário econômico, é um aumento grande. Isto porque nem fechamos o dia 8 de maio para fazer a comparação, por isso a diferença deve ser maior ainda. Somente neste ano foram pagos R$ 1.008.715,93 a mais em impostos e isso vai na contramão da economia. Enquanto não tivermos uma reforma tributária de fato, a situação será essa”, falou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Garça (ACIG), Mauro José de Sá.

De acordo com o dirigente, os números apontam para um aumento de arrecadação neste ano, em relação a 2021. As previsões do Impostômetro mostram, que até 31 de dezembro, os garcenses deverão pagar, em 2022, R$ 27.529.678,32.

No ano de 2021 os garcenses pagaram R$ 24.692.523,10 em impostos e os números ficaram acima do arrecadado em 2019 – R$ 23.242.536,67.

No entanto o pico da arrecadação se deu, segundo o Impostômetro, em 2020. Foi, em plena pandemia, que o garcense pagou mais impostos.

“Num ano em que a crise estava se instalando, que muitos estavam fechando, o Impostômetro marca que o garcense pagou R$ 40.508.981,70. Justamente quanto a crise econômica causada pelo Covid-19 estava ceifando vidas e empregos. O setor terciário muito sofreu, mas acredito que esse aumento de impostos se deva, tanto ao fechamento de empresas, quando a abertura de novas portas. Infelizmente, sem a reforma tributária, é muito oneroso abrir ou fechar empresas. Sai caro em ambos os casos”, disse o dirigente.

Mauro salientou que o setor terciário, que inclui o comércio e a prestação de serviços, vem se recuperando.

"A arrecadação tende a aumentar, visto que as medidas restritivas não existem mais. Em 2020 nós também tivemos, mesmo com a pandemia, um crescimento da construção civil, e este é um segmento que movimenta muito a economia, e contribui com arrecadação de impostos em diversas fases. Todos devem se lembrar da dificuldade em encontrar areia, cimento, piso. A procura foi grande. O setor não parou. São pontos que a gente pondera para entender um pouco mais esse boom no pagamento de impostos em 2020”, disse o dirigente.

No início deste mês o Impostômetro registrou R$ 1 trilhão, valor que é uma estimativa do total arrecadado em tributos pela União, Estados e Municípios, do início do ano até 03 de maio. Em outras palavras, é o montante que saiu do bolso do contribuinte e entrou nos cofres públicos.

A arrecadação está acelerando. No ano passado, o trilhão foi atingido 16 dias depois, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade que administra o Impostômetro. E a maior velocidade da arrecadação não se explica apenas pela melhora da atividade econômica. A inflação tem peso grande nessa aceleração.

Segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP, parte dos impostos incidem sobre os preços dos produtos, o chamado imposto embutido. “Quanto maior o preço, maior o imposto embutido. Alguns itens estão extremamente tributados, como o caso dos combustíveis e da energia elétrica”, explica.

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