Quinta, 22 de Outubro de 2020
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Polícia POLICIAL

BAEP: ‘Tropa de Elite’ da PM tem poder de fogo para enfrentar crime organizado

Efetivo operacional do 13.º Baep que atua em Garça, Bauru e Marília passa por treinamentos diários.

16/10/2020 23h37 Atualizada há 2 dias
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Por: Francisco Alves Neto Fonte: Jcnet
BAEP: ‘Tropa de Elite’ da PM tem poder de fogo para enfrentar crime organizado

Com uma preparação diferenciada, o 13.º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) pode ser considerado a “Tropa de Elite” da Polícia Militar (PM). Sediado em Bauru, o grupo que frequentemente está realizando ações em Garça, também atua em outras 74 cidades da região. Ele, inclusive, conta com poder de fogo para enfrentar o crime organizado. As atividades da corporação, cujo efetivo operacional passa por treinamentos diários, tiveram início em agosto.

Comandado pelo tenente-coronel Ézio Carlos Vieira de Mel, o Baep ocupa um prédio com uma área aproximada de 43 mil metros quadrados em Bauru. De acordo com o tenente-coronel, os policiais se submetem a atividades físicas e treinamentos diários antes de saírem pelas ruas.

Melo reforça que a tropa se diferencia devido aos meios disponibilizados. “A unidade apresenta uma dinâmica da mesma natureza daquelas pertencentes ao Comando do Policiamento de Choque, em São Paulo, como as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), os Comandos e Operações Especiais (Coe) e o 3.º Batalhão de Choque”, justifica.

O comandante do 13.º Baep destaca as viaturas, que são mais escuras e de grande porte. “Paralelamente, as equipes de policiamento não saem com menos do que quatro integrantes e, no mínimo, um sargento como líder. Os grupos podem, ainda, ter um quinto participante”, descreve.

PODER DE FOGO

Segundo ele, o poder de fogo também é diferenciado em relação às demais unidades territoriais. “O nosso armamento condiz com a nossa função, que consiste em fazer frente a situações de maior complexidade, como sequestro, roubo a banco e ações envolvendo organizações criminosas”, frisa.

Por isso, a Cavalaria e o Canil se tornaram subordinados ao 13.º Baep. Além disso, o primeiro treinamento da equipe, que durou cerca de 45 dias, ficou sob responsabilidade das unidades pertencentes ao Comando de Policiamento de Choque.

O batalhão já participou de inúmeras ocorrências graves na região, e frequentemente as viaturas do Baep são vistas auxiliando a Polícia Militar de Garça em operações de combate a criminlade. O tenente-coronel explica que o 13.º Baep atua de duas maneiras: policiamento preventivo em locais de maior risco e denúncias para o 190. Nesta última alternativa, o Copom despacha as ocorrências para o batalhão.