
Essa semana foi mais que especial para a comunidade católica garcense, principalmente para os familiares do padre José Anchieta Tavares, que comemorou 25 anos de vida religiosa. A comemoração do jubileu de prata aconteceu na terça-feira, dia 25, data em que sua Ordenação Presbiterial foi realizada em 1990 na igreja Matriz de São Pedro por Dom José Carlos de Oliveira, então bispo de Rubiataba, Goiás.
Hoje atuando na Paróquia em São João da Boa Vista, em São Paulo, Padre Anchieta, como carinhosamente é chamado por todos, celebrou o jubileu ao lado de seus confrades na Casa Provincial.
“Para mim é uma alegria imensa. É motivo de gratidão a Deus, que sempre caminhou comigo, me deu força e me ajudou a perseverar nessa longa e difícil missão”, descreveu padre Anchieta, ao ser indagado sobre como se sentia ao comemorar data tão significativa.
Filho de Severino Tavares Maciel e Antônia Inácia Moreira, José Anchieta Tavares nasceu em 13 de janeiro de 1956 no Sítio Picada, em Baixio, Ceará. No entanto, sua história vocacional começou em Garça na Paróquia Matriz de São Pedro. Ainda jovem, participando do grupo de jovens Luva, deu seus primeiros passos na caminhada preparativa para entrar no seminário, através do padre Luiz Carlos e da Irmã Estelita.
“O despertar vocacional surgiu em 1971, quando cheguei em Garça”, relata Anchieta, que relembrar quando sentiu o chamado de Deus. “Foi durante a visita da Imagem Peregrina de Aparecida, trazida pelo Padre Vitor Coelho de Almeida. Dez anos depois entrei para o seminário, em Tietê”.
Anchieta fez sua profissão Ordenação Diaconal em 28 de abril de 1990, em Araraquara. Após sua Ordenação Presbiterial no dia 25 de agosto de 1990, retornou para Araraquara, onde ficou até 96 na igreja Santa Cruz. De 1997 a 2005 permaneceu nas Missões Redentoristas em São João da Boa Vista. Entre 2006 e 2010 permaneceu no Santuário Nacional de Aparecida, e em 2011 mais uma vez voltou para Araraquara, nas Missões Redentoristas. Em 2018 foi para Tietê, em 2019 Miracatu, e esse ano foi designado para a Paróquia de São João da Boa Vista.
Padre Anchieta destaca-se não apenas pela vocação sacerdotal, mas também pelo talento musical que usa sempre em favor de sua obra missionária. Detentor de uma voz marcante e afinada, já gravou inúmeras CDs, inclusive com composições próprias. Fez inúmeras canções e hinos oficiais, além de gravar cinco CDs de temas missionários vocacionais. Também ingressou na área literária com um livro com três capítulos: Uma história em Cordel, Mensagem Missionária em Cordel e Parábolas em Cordel.
“Hoje vivo essa missão através do ideal missionário e inspirado no meu pai fundador, Santo Afonso de Ligório, cuja espiritualidade é evangelizar os mais pobres deixando me evangelizar por eles”, revela.
Para o sacerdote, ser redentorista é ser sinal, presença viva, manifestação do amor libertador do Pai junto aos empobrecidos e carentes desse amor indispensável.
“É ser sinal do amor que gera vida plena e dignidade absoluta. É fazer com que as pessoas se sintam cada vez mais amadas por Deus”, afirma. Indagado se é feliz com sua escolha vocacional, respondeu:
“Plenamente não, porque a felicidade vocacional é uma conquista diária. Meu ideal vocacional missionário é a baliza que me conduz na busca constante da felicidade”, concluiu o padre, que possui seis irmãos em Garça: Maria, Socorro, Vilanir, Lia, José Emetério e José Almir.