
Um episódio de extrema tensão familiar ocorrido na cidade de Gália, na noite do último sábado (21), terminou com a morte de Richard Bernardo Domingues, de 34 anos, após tentativa de agressão contra mulheres de sua própria família. O caso está sendo tratado como legítima defesa, especialmente por parte da adolescente de 15 anos que imobilizou o agressor. No entanto, a vítima acabou falecendo na ação. A causa está sendo apurada.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 20h para atender uma denúncia de violência doméstica em um imóvel localizado no Bairro São José. Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com Richard desfalecido, contido no chão por uma adolescente que o segurava firmemente para evitar novas agressões.
De acordo com os relatos, Richard chegou à residência visivelmente alterado, supostamente sob efeito de drogas e álcool, proferindo ameaças de morte contra sua irmã L.M.I.D, 31 anos, e outras mulheres presentes, de 37 e 51 anos, incluindo a menor de 15 anos. As ameaças escalonaram até a invasão do imóvel, momento em que o homem retornou portando um facão e um pedaço de pau, atingindo uma delas com violência no rosto.
Diante da iminência de uma tragédia, a menor, que possui conhecimento de artes marciais, agiu em defesa própria e de terceiros, utilizando técnicas de imobilização para conter o agressor, mesmo diante da resistência física e das tentativas contínuas de ataque por parte de Richard. Apesar de imobilizado, Richard continuou proferindo ameaças, até que começou a apresentar sinais de desfalecimento. Ele foi socorrido, mas morreu após ser atendido no pronto-socorro da cidade.
As autoridades, com base em depoimentos das vítimas e nas evidências colhidas, consideraram que a adolescente agiu dentro dos parâmetros legais de legítima defesa. A ação foi considerada proporcional à ameaça real e iminente que as vítimas enfrentavam, incluindo uma criança de apenas dois anos que estava na casa no momento dos fatos.
A Polícia Civil seguirá com as investigações, que incluem exames toxicológicos e necroscópicos no corpo do agressor. O caso reacende o alerta sobre os perigos da violência doméstica e destaca a coragem de uma jovem que, diante do medo e da ameaça, defendeu sua família e a si mesma.