
Vi um senhor idoso hoje. Era bem velho, certamente com mais de oitenta anos. Andava devagar, dando cada passo com cuidado, procurando apoios para as mãos. E suas mãos tremiam bastante, com certeza devido ao Parkinson em estágio avançado…
Ele tinha dificuldade em compreender alguma movimentação que tinha ocorrido em sua conta no banco, e não conseguia entender, por mais que a atendente se esforçasse para explicar. Estava sozinho, não tinha ninguém para o acompanhar naquele momento. Seu olhar perdido parecia pedir ajuda, mas não encontrava ninguém para apoiá-lo.
Vendo esse senhor eu me peguei pensando no futuro, no meu próprio futuro.
Hoje sou ainda jovem, navego tranquilamente pelas tecnologias que existem, consigo viajar e viver com tranquilidade.
Mas meu pensamento voou para trinta anos à frente. Será que viverei bem no futuro? Terei saúde para fazer minhas viagens, conseguirei resolver as burocracias da vida sem ajuda?
Isso me fez pensar que preciso me cuidar um pouco melhor, de mente e corpo. Sem tentar me fazer de especialista em saúde, o que não sou, procurei pensar em algumas ações que posso tomar desde já para assegurar uma velhice mais saudável.
Primeiramente, tentarei ter uma rotina de exercícios todos os dias, pois as pernas, a coluna e os braços serão importantes nos anos futuros. As caminhadas também são essenciais para manter um coração saudável, então certamente as colocarei no cardápio.
E por falar em cardápio, uma alimentação mais equilibrada também tem sua importância. Buscarei comer e beber de tudo, isso é certo, mas com equilíbrio e sem exageros. Obviamente meu vinho das sextas-feiras estará garantido, mas talvez apenas uma ou outra taça por vez…
Mas é importante também cuidar da mente. Tentarei manter o cérebro afiado sabendo o quanto ele é essencial para uma velhice ativa e bem vivida. E para isso eu consigo pensar em um só remédio. Leitura.
Nesses últimos anos nós temos perdido o hábito de ler. Seja livros, romances, artigos científicos, não importa. O que vale é ler o máximo possível.
Enfim, espero conseguir seguir esses meus próprios conselhos, para que quando chegar a velhice eu consiga ser atendido no banco com firmeza na voz e nas pernas. E quem sabe o jovem que me vir andando pense: Mas que velhinho forte e lúcido. Quero envelhecer como ele!
Fábio Codogno é escritor e fascinado por viagens, história e gastronomia.
Siga o Fábio no Instagram: https://www.instagram.com/ofabiocodogno?igsh=dWg3NXNnbzNqN2Fn
Você pode comprar o livro AS CHAVES DO PODER está à venda na Amazon, pelo link: