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Promotor faixa preta de jiu-jítsu imobiliza agressor e ajuda na prisão em Garça

Caso de violência doméstica foi registrado na madrugada do Ano Novo e terminou com prisão em flagrante

Por: Redação Fonte: Marília Notícia
02/01/2026 às 13h39
Promotor faixa preta de jiu-jítsu imobiliza agressor e ajuda na prisão em Garça

Um caso de violência doméstica registrado na madrugada desta quinta-feira (1º), em Garça, terminou com a prisão em flagrante de um homem de 23 anos após a intervenção de um promotor de Justiça, de 52 anos, praticante e faixa preta de jiu-jítsu. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar e formalizada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.

De acordo com o boletim de ocorrência, o fato aconteceu por volta das 3h, na rua Carlos Ferrari, no bairro Rebelo. O promotor passava pelo local quando presenciou uma discussão entre um casal em via pública. Segundo o registro policial, o homem apresentava comportamento agressivo e ameaçador contra a namorada, uma mulher de 27 anos.

Ainda conforme a polícia, a confusão teria começado após uma crise de ciúmes durante uma confraternização de fim de ano. Em determinado momento, o agressor teria puxado a motocicleta que a mulher conduzia, provocando sua queda. Na sequência, o veículo atingiu a perna esquerda da vítima, causando lesões corporais e danos à motocicleta.

Diante da gravidade da situação, o promotor decidiu intervir. Utilizando técnicas de jiu-jítsu, ele entrou em luta corporal com o agressor e conseguiu imobilizá-lo por cerca de 15 minutos, até a chegada da Polícia Militar. Durante a contenção, o homem ofereceu resistência, e o promotor sofreu lesões nas mãos, punhos e joelhos.

A vítima recebeu orientações sobre os direitos garantidos pela Lei Maria da Penha e solicitou medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do agressor e a proibição de qualquer tipo de contato. O promotor também manifestou interesse em representar criminalmente pelas lesões que sofreu durante a intervenção.

O agressor negou as acusações, alegando que houve apenas uma discussão e que terceiros teriam interferido. No entanto, após análise das versões e das provas iniciais, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de ameaça, lesão corporal, dano e violência doméstica.

A fiança não foi arbitrada, e o homem permaneceu preso, à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

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