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Conta de luz mais cara em agosto: bandeira vermelha aumenta tarifa para consumidores

Aneel anuncia bandeira vermelha patamar 2 para agosto e conta de luz fica mais cara. Entenda os motivos do aumento e como economizar energia.

Por: Redação Fonte: Garça em Foco
01/08/2025 às 08h27
Conta de luz mais cara em agosto: bandeira vermelha aumenta tarifa para consumidores

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na última sexta-feira (26), a ativação da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o mês de agosto. A decisão impacta diretamente o bolso dos brasileiros: a conta de luz ficará mais cara, com acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos. O aumento vale para todo o país e ocorre em razão das baixas afluências hídricas, ou seja, da menor entrada de água nos reservatórios das hidrelétricas.

Esse cenário limita a produção de energia pelas usinas hidrelétricas e obriga o acionamento de fontes alternativas, como as termelétricas, que têm custo mais elevado. Com isso, o sistema de bandeiras tarifárias — criado para alertar sobre os custos reais da geração de energia — atinge seu nível mais crítico desde outubro do ano passado.

A ativação da bandeira vermelha patamar 2 reflete um quadro de seca generalizada nos principais reservatórios do país. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), todas as regiões brasileiras registraram projeções de Energia Natural Afluente (ENA) abaixo da média histórica.

Segundo o ONS, o Sul deve atingir 82% da Média de Longo Termo (MLT), o Sudeste/Centro-Oeste 76%, o Norte 65% e o Nordeste apenas 47%. A ENA mede o volume de água que chega às hidrelétricas e pode ser transformado em energia elétrica. Com menos água disponível, as hidrelétricas produzem menos, e a energia passa a depender de fontes mais caras.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2013 e implantado em 2015, informa ao consumidor sobre o custo real da geração de energia. São quatro patamares:

  • Bandeira verde: sem cobrança adicional;
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh;
  • Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,463;
  • Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,877.

Nos últimos dois meses, o país operava sob a bandeira vermelha patamar 1. Antes disso, em maio, foi ativada a bandeira amarela. O cenário mais favorável foi entre dezembro e abril, quando vigorou a bandeira verde.

Com o novo aumento, a Aneel reforça o pedido por uso responsável da energia elétrica. Em nota oficial, a agência destacou:

“Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo.”

Ou seja, pequenas atitudes no dia a dia — como desligar luzes desnecessárias, reduzir o uso de aparelhos elétricos em horários de pico e aproveitar melhor a luz natural — podem ajudar a conter os gastos e colaborar com a estabilidade do sistema.

Apesar da situação crítica em relação às chuvas e vazões, os níveis de Energia Armazenada (EAR) ainda permanecem estáveis. O Norte, por exemplo, deve alcançar 90,8% da capacidade, enquanto o Sul deve chegar a 78,4%. As demais regiões têm previsões um pouco mais baixas: 60,9% no Nordeste e 59,4% no Sudeste/Centro-Oeste.

Mesmo com esse cenário, o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, afirma que a operação segue segura:

“A estabilidade nos níveis de armazenamento garante as condições de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) para atender de forma segura e eficiente as demandas de energia do país. Seguimos com uma política operativa de preservação de recursos hídricos e atentos aos cenários que virão com o decorrer do período seco.”

Agosto promete ser um mês de atenção redobrada. Se a situação hídrica continuar desfavorável, as bandeiras elevadas podem se estender.

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