
A cidade vivenciou recentemente um momento especial com o lançamento do documentário “A imprensa escrita de Garça”, ocorrido durante evento nas dependências da Biblioteca Pública de Garça. Na plateia a presença de muitos convidados e pessoas diretamente ligadas ao jornalismo garcense. A obra, que retrata a trajetória dos jornais que circularam na cidade ao longo dos anos, é um verdadeiro tesouro para os amantes da história e do jornalismo local.
Com foco no Jornal Comarca de Garça, um dos mais antigos periódicos do interior paulista, o documentário apresenta um rico acervo de imagens, documentos e entrevistas que contam a história da imprensa escrita na cidade. Além de abordar fatos históricos relevantes, como a visita de Jânio Quadros e a geada de 1975, a obra também reflete sobre a importância do jornal impresso e seu papel na sociedade.
O documentário reúne depoimentos de jornalistas e personalidades que marcaram a história da imprensa em Garça, como Caio Celso Nogueira de Almeida, Antônio Augusto Ávila Castro, José Roberto Marques da Costa, Francisco Alves do Nascimento (Chiquinho do Jornal) e Marcos Fidêncio.
Cada entrevistado traz um pouco da sua vivência, pontuando momentos importantes, não só na trajetória da imprensa escrita, mas da comunicação, do jornalismo na cidade. Através de suas narrativas, é possível compreender a paixão pela profissão, os desafios enfrentados e a importância do jornalismo para a comunidade.
Marcos Fidêncio e Francisco Alves do Nascimento, que tiveram a iniciação no rádio, migrando para os jornais impressos e hoje, sendo os responsáveis pelos dois únicos meios de comunicação impressa da cidade, pontuaram que, apesar de toda tecnologia, da internet, das redes sociais, a imprensa escrita, não vai acabar.
“Sempre há mudanças, evolução, adequação, mas acredito que a imprensa escrita ainda permanecerá”, disse o jornalista Marcos Fidêncio, responsável pelo Jornal Debate. Em seu depoimento ele lembra como eram montadas as páginas, sem a tecnologia, na ‘base’ da tesoura, régua e cola. Tudo para levar a notícia.
Antônio Augusto traz a trajetória do Jornal Comarca de Garça que circulou de 1935 a fevereiro de 2018. Uma história que se confunde com a da cidade. Um periódico que perpetuou fatos.
José Roberto Marques, mais conhecido como Português, alcançou o reconhecimento nacional, com sua matéria sobre o ‘Lobisomem de Garça”. Sempre à frente do seu tempo, ainda mexendo na linotipo ele comandou o Jornal Folha de Garça chegando a ter 12 funcionários. Ele também contou a história da cidade.
“Eu me sentia orgulhoso quando saia uma foto minha no jornal e as pessoas comentavam”, diz o jornalista Francisco Alves do Nascimento, profissional que atuou por 20 anos no Jornal Comarca e hoje é responsável pelo Jornal Mais, ao falar sobre sua trajetória no jornalismo e o seu reconhecimento na editoria policial. Chico Neto, como é conhecido, comenta sobre a evolução do jornal, a introdução de fotografias, a diagramação, o conhecimento.
Caio Celso Nogueira de Almeida relembra os periódicos que existiram em Garça, os fatos e os entraves que marcam a profissão e que, muitas vezes, prejudicam a divulgação dos fatos, principalmente quando o assunto é política. Das suas lembranças falou sobre os periódicos que circulavam na cidade. As notícias garcenses veiculavam nos jornais Palanque, Progressista, Correio de Garça e Comarca de Garça.
“A imprensa escrita de Garça” é um convite para uma viagem no tempo, permitindo que o público conheça a história da cidade sob uma nova perspectiva. Ao mesmo tempo, o documentário levanta questões importantes sobre o futuro do jornalismo impresso em um mundo cada vez mais digital.é um mergulho no passado e uma reflexão sobre o futuro.
Idealizado por Fábio Dias e Edivam Guerino, ambos com experiência na área de jornalismo obtida pela atuação no Jornal Comarca de Garça, o documentário contou com a participação de uma equipe de profissionais qualificados: Alexandro Regis Carvalho Lecci, Adilson Dias Soares (colaborador do Jornal Mais e portal Garça em Foco), Alexandre Sganzerla e Renato Costa. A filmagem e edição ficaram a cargo de Carlos Eduardo de Oliveira, da Garcine, e o projeto foi realizado com o apoio da Lei Paulo Gustavo.
O documentário já está disponível no YouTube no link: Documentário - Projeto: "A IMPRENSA ESCRITA EM GARÇA" - LEI PAULO GUSTAVO