
A Polícia Civil investiga o assassinato de Rafael Francisco Alves Ferreira, ocorrido na sexta-feira (16), em Marília, durante uma cobrança de dívida. Segundo as apurações, a vítima teria retirado à força um dos devedores de dentro de um banheiro, onde ele estaria escondido para evitar o pagamento.
O caso foi inicialmente registrado como homicídio seguido de furto, mas pode ser reclassificado como latrocínio (roubo seguido de morte), já que joias pertencentes à vítima foram subtraídas após o crime. As informações foram detalhadas nesta segunda-feira (19) pelo delegado Wilson Carlos Frazão, responsável pela Delegacia Seccional de Polícia de Marília.
De acordo com o delegado, os elementos reunidos até o momento confirmam a versão apresentada pelos acusados. A investigação indica que Rafael tentava cobrar a dívida havia algum tempo, mas o empresário envolvido se escondia para não quitá-la. No dia do crime, a vítima foi até a empresa da família e encontrou o devedor escondido no banheiro, passando a arrastá-lo para fora do imóvel.
Ainda conforme a apuração, o carro da vítima estava estacionado em frente à oficina, com o porta-malas aberto, o que reforça a hipótese de que ele pretendia levar o devedor à força para outro local. Durante a agressão, o irmão do devedor teria intervido e golpeado Rafael com uma marreta, atingindo sua cabeça. Outros golpes foram desferidos em seguida, levando a vítima à morte.
Após o homicídio, os suspeitos teriam subtraído objetos pessoais da vítima, como pulseiras e correntes de ouro. Os itens foram posteriormente apreendidos na residência de um dos investigados. Em audiência de custódia, foi mantida a prisão temporária dos irmãos Marcos Alves da Costa e Marcelo Alves da Costa.
Na tentativa de ocultar o crime, os suspeitos colocaram o corpo de Rafael no banco traseiro de seu próprio veículo, envolveram-no em papelões e seguiram por uma estrada de terra até a região de Pompéia, com acesso por Oriente. No local, utilizaram um galão de gasolina para incendiar o automóvel, na tentativa de ocultar o cadáver e eliminar vestígios.
A Polícia Civil também apura a suspeita de que a vítima atuava com empréstimos de dinheiro a juros elevados, mantendo vínculo financeiro com os investigados. O caso segue sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais, e o enquadramento final dos crimes caberá ao Ministério Público do Estado de São Paulo.