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Polícia indicia três por fraude de R$ 10 milhões com cédulas falsas em BH; garcense está entre as vítimas

Três homens foram indiciados pelos crimes de estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro; dois deles já estão presos.

Por: Redação Fonte: Garça em Foco
21/07/2025 às 16h11 Atualizada em 21/07/2025 às 16h25
Polícia indicia três por fraude de R$ 10 milhões com cédulas falsas em BH; garcense está entre as vítimas
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação de um golpe milionário aplicado em Belo Horizonte contra empresários do interior de São Paulo. O caso foi apurado na manhã desta segunda-feira, 21 de julho. Entre as vítimas está um empresário de Garça, que, junto a um empresário de Marília, caiu em um esquema que movimentou cerca de R$ 10 milhões, envolvendo notas falsas, empresas de fachada e contratos fraudulentos.

Segundo a 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes de Belo Horizonte, o crime foi planejado por três homens — dois de 61 anos e um de 51 — indiciados por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Dois deles estão presos preventivamente, e o terceiro segue foragido.

Em agosto de 2022, os empresários de Garça e Marília foram convencidos a viajar até Belo Horizonte para assinar um contrato de investimentos que prometia altos rendimentos em operações com moeda estrangeira. Para dar aparência de legalidade, os criminosos criaram uma falsa empresa, com sede física, site e perfis em redes sociais.

Durante a visita, as vítimas chegaram a ver cerca de R$ 6 milhões em notas que depois foram identificadas como dinheiro cenográfico. Após assinarem o contrato falso, os empresários realizaram transferências bancárias que somaram quase R$ 4 milhões para os golpistas.

O golpe também envolvia a entrega de dinheiro vivo, solicitada por um dos investigados, que se passava por funcionário de banco e pedia que o valor fosse entregue a um “motoboy”. Na verdade, esse dinheiro era recolhido por outro integrante do grupo e trocado por cédulas falsas, que eram devolvidas às vítimas como se fossem verdadeiras.

A Polícia Civil de São Paulo e a Delegacia Regional de Juiz de Fora também colaboraram com as investigações. O inquérito já foi concluído e encaminhado à Justiça.

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