
Um garcense, que não teve identidade revelada, foi multado em R$ 27 mil por manter mais de 50 aves silvestres em cativeiro. A autuação foi feita pela Polícia Militar Ambiental na última sexta-feira (29) após denúncia. As aves estavam em gaiolas individuais, com alimentação, água suficiente e local arejado. Mas todos os pássaros silvestres estavam sem anilhas de identificação, o que é considerado proibido. Aos policiais, o homem disse que não tinha permissão para manter os animais presos e que havia capturado todos no quintal de casa.
Os animais foram devolvidos ao habitat natural e o morador vai responder por crimes ambientais. A manutenção de espécimes de fauna silvestre em cativeiro pode configurar crime e o caso deve provocar apuração da Polícia Civil. Apenas criadores credenciados e com autorização de posse podem manter os animais, desde que façam os registros legais com anilhas e fiscalização.
Dois dos pássaros – da espécie galo de campina – são aves endêmicas do nordeste brasileiro e não foi possível fazer sua liberação. Eles foram encaminhados para o bosque de Marília sob cuidados de médica veterinária. Os policiais soltaram os outros 52 pássaros em habitat natural e destruíram as gaiolas.
Na lista dos pássaros apreendidos estão:
02 pássaros da espécie melro “icterus cayanensis”
03 pássaros da espécie tiziu “volatinia jacarina”
09 pássaros da espécie canário-da-terra “sicalis flaveola”
04 pássaros da espécie bigodinho “sporophila lineola”
02 pássaros da espécie galo de campina “paroaria dominicana”
07 pássaros da espécie tico-tico “zonotrichia capensis”
21 pássaros da espécie coleirinho papa-capim “sporophila caerulescens”
06 pássaros da espécie tico-tico-rei “coryphopingus cucullatus”