Geral Prevenção
Garça terá projeto voltado à saúde mental de jovens
O Projeto funcionará como um piloto para acolher e acompanhar jovens com situações emocionais delicadas.
25/04/2022 07h55
Por: Francisco Alves Neto Fonte: da redação
Ellen Sganzerla durante apresentação do projeto

A Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, do Fundo Social e da Secretaria Municipal de Saúde está desenvolvendo um Projeto em parceria com a a FAEF, que visa o acolhimento de estudantes e familiares, com foco na saúde mental de adolescentes e pré-adolescentes.

O projeto começará pela Escola Nely Carbonieri de Andrade, com a ajuda de gestores e educadores, buscando proporcionar acolhimento e uma escuta interessada no ambiente escolar, através da conscientização destes adolescentes sobre a importância da saúde mental e do autocuidado. O objetivo é acabar com situações de bullying, automutilação, pensamentos suicidas e outras situações que requerem atenção e cuidado.

A proposta é de iniciativa de Mara Peres, esposa do vice-prefeito Flávio Peres; da Primeira Dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Cláudia Furlaneto dos Santos; da secretária Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Hélide Maria Parrera; da psicóloga Jéssica Polizinani; da secretária de Saúde, Deyse Regina Serapião Grejo; e da diretora da Faculdade de Ensino Superior FAEF, Vanessa Zappa.

 Segundo a diretora de Departamento do SEMADS, Ellen Cristina Sganzerla Gonçalves, o nome do Projeto será decidido pelos próprios estudantes deste piloto, durante a primeira reunião entre os profissionais.

“Escolher o nome cria uma identidade para esse grupo. Junto, vêm essa sensação de acolhimento e pertencimento, e isso é muito importante para os adolescentes”.

 Os setores de Psicologia da FAEF vão estarão monitorando esses jovens, que tem entre 12 e 14 anos, e auxiliando no acolhimento. “Serão levantadas as demandas e realizadas rodas de conversa e bate-papo informal com esses alunos. Por conta de tudo o que vem acontecendo socialmente, essa faixa etária de adolescentes e pré-adolescentes tem sofrido com a automutilação, a tentativa de suicídio, o uso abusivo de drogas e álcool. Esse acolhimento será para mostrar que eles podem contar com outras pessoas, que não estão sozinhos e que podem pedir ajuda”, explica Ellen.

 A proposta é que, após esse piloto, o projeto seja implantado e outras escolas do município e possa auxiliar mais estudantes. “Nós vamos trabalhar na escola por um bom tempo, porque são reuniões semanais com grupos de jovens, que serão subdivididos por salas, e terão em média 15 a 20 pessoas em cada reunião”, concluiu Ellen.