Domingo, 25 de Outubro de 2020
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Geral POLICIAL

Tramontini esclarece execução de jovem de 20 anos em Marília

Autor alegou que matou Vítória por ter sido ofendido e ameaçado por ela.

09/10/2020 15h21 Atualizada há 2 semanas
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Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
Revólver Magnum calibre 44 usado no crime.
Revólver Magnum calibre 44 usado no crime.

A Polícia Civil de Marília, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG.), comandada pelo delegado garcense Valdir Tramontini, esclareceu o homicídio da jovem Vitória dos Santos Alves, executada no último dia 23 de setembro na rua Rua Alcides João Zambon, 490. Pelo que foi apurado, era por volta do meio-dia quando a vítima de 20 anos, que estava na companha de um amigo defronte sua casa, foi morta a tiros por um indivíduo que chegou de moto e atirou várias vezes assim desceu do veículo. Em seguida fugiu.  

Desde então a polícia se empenha em elucidar o caso, e nesta sexta-feira (09), através de diligências realizadas pelos investigadores da DIG, foi possível capturar o autor, um rapaz de 25 anos. Em princípio ele negou o crime, mas acabou confessando a autoria. A motivação seria ofensas e ameaças feitas por ela.

A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado com base no relato do próprio homicida. Ele teria afirmado que, na data dos fatos, ao sair de seu trabalho para almoço, já estava com um revólver municiado com três cartuchos. “O acusado relata que foi até local ermo da cidade, cobriu a lataria e a placas da motocicleta com sacos plásticos pretos, depois se dirigiu ao local do crime, onde executou a vítima, sem ouvir aos apelos dela, que pediu pelo amor de deus que não fizesse aquilo”, informou Tramontini. O veículo foi apreendido na manhã desta sexta-feira, assim como a arma do crime, um revólver Magnum calibre 44, de cano longo.  

Ante a inexistência do estado flagrancial e de anterior mandado de prisão expedido, o autor (que não possuía antecedentes criminais) foi liberado após confessar formalmente o crime e apresentar a arma de fogo por ele utilizada. “Mas não descartamos, caso se entenda necessário, a qualquer tempo a decretação de eventual prisão preventiva”, salienta o delegado. O inquérito que apura o crime tramita pela Delegacia de Investigações Gerais. No final, o acusado deve ser indiciado pelo hediondo crime de homicídio qualificado mediante recurso que impossibilitou a defesa da ofendida, com pena prevista de 12 a 20 anos de reclusão.