Quinta, 22 de Outubro de 2020
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Geral POLICIAL

Baleado no rosto: delegado prende três envolvidos; advogado alega legítima defesa

Segundo a polícia, pelo menos três indivíduos são suspeitos do delito, e baseado nas provas colhidas, todos tiveram prisão temporária decretada pela Justiça.

08/10/2020 18h34 Atualizada há 2 semanas
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Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
O advogado Martinho Gerlack representa a defesa dos acusados.
O advogado Martinho Gerlack representa a defesa dos acusados.

O Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil de Garça, que tem à frente o delegado Gustavo Danilo Pozzer (foto abaixo), já tem como esclarecida a tentativa de homicídio ocorrida no último dia 27 de setembro em Vila Araceli. A vítima é o garcense F.R.M, de 37 anos, morador na rua São Paulo, que foi baleado no rosto durante uma briga cujas circunstâncias ainda estão sendo apuradas. Segundo a polícia, pelo menos três indivíduos são suspeitos do delito, e baseado nas provas colhidas, todos tiveram prisão temporária decretada pela Justiça.

O caso ocorreu por volta das 18h30 próximo da esquina das ruas Cesar Correia Lopes com 7 Setembro. Após ser baleado sob circunstâncias ainda nebulosas, F.R.M correu até a casa do irmão que reside na mesma rua pedindo socorro. A ocorrência só chegou ao conhecimento da Polícia Militar quando o rapaz já estava sendo medicado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Posteriormente ele foi transferido para tratamento especializado no Hospital de Clínicas de Marília, mas já recebeu alta e passa bem.

Os autores fugiram após o crime, mas a polícia chegou a três suspeitos: os irmãos D.E.A.S, 28 anos, e T.E.S, de 27, moradores em Vila Araceli, e o colega deles e L. A.A.R, 24 anos, morador no Jardim Nova Garça.  “Após a coleta de versões e informações representei pela prisão temporária desses três indivíduos, que foi deferida pelo Poder Judiciário. Assim que iniciamos as diligências para efetuar suas prisões um deles, justamente o apontado como autor do disparo, se apresentou na delegacia acompanhado de seu advogado e entregou a arma do crime. No mesmo dia os outros acusados também se apresentaram”, informou o delegado.

Segundo Gustavo Pozzer, as declarações dos suspeitos são totalmente contrárias as narradas pela vítima. “Estamos trabalhando com as versões apresentadas e dentro do prazo da prisão temporária tentaremos levantar o que realmente aconteceu para encerrarmos o inquérito e remetê-lo à apreciação da Justiça”, esclarece.   

LEGÍTIMA DEFESA

Em relação a versão apresentada pelos acusados, o advogado do principal envolvido na tentativa de homicídio, que seria o autor do disparo, diz que seu cliente agiu em legítima defesa. De acordo com Martinho Otto Gerlack Neto, inclusive a arma disparada no dia dos fatos e apresentada por seu cliente à polícia, seria da própria vítima. D.E.S contou em seu depoimento que naquele dia foi abordado pela vítima F.R.M, que estava armado e queria tirar satisfações. Os motivos seriam passionais.

 

“Os dois entraram em luta corporal, e nesse momento houve o disparo da arma que feriu a vítima”, relata o advogado, salientando os outros dois indiciados chegaram no final e sequer participaram da briga. A arma do crime foi guardada pela própria mãe do principal acusado, que posteriormente a entregou as autoridades. O advogado acredita que na fase Judicial conseguirá provar que seu cliente agiu em legítima defesa, e que os demais acusados não tiveram participação no delito.