Quinta, 22 de Outubro de 2020
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Geral HOMENAGEM

O contador Shigueki Koyama: um digno representante de uma atividade indispensável

Há 72 anos, o então presidente Getúlio Vargas assinou a lei que permitiu a criação do primeiro curso superior de Ciências Contábeis no Brasil na Universidade Federal de Minas Gerais. A data em questão, 22 de setembro, que marca esse fato histórico, também foi escolhida como o Dia do Contador, celebrado esta semana. E para enfatizar a importância dessa data, o Jornal Mais traz uma entrevista com Shigueki Koyama, um dos mais antigos representantes dessa profissão que tem se inovado e ganhado um espaço cada vez maior e indispensável nas instituições públicas e privadas. Assim como o médico tem por função zelar pela saúde e bem-estar das pessoas, o contador por sua vez, é o profissional que cuida da vida das empresas, de sua “saúde” financeira e econômica.

26/09/2020 16h48 Atualizada há 3 semanas
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Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
Koyama exibe certificado de curso sobre Imposto de Renda feito em 1974.
Koyama exibe certificado de curso sobre Imposto de Renda feito em 1974.

Shigueki Koyama é um nome que se confunde com a prática contábil em Garça. Com uma experiência de 40 anos nesse setor, ele tem uma atuação em várias empresas da cidade e há cerca de 30 anos também coordena o SK Contabilidade, um dos escritórios de referência na cidade. Mas quem pensa que Koyama teve uma trajetória simples no ramo contábil se engana. Ingressar nesse ramo se deu quase que de forma aleatória, mas o empenho e o gosto pelos números permitiram que ele passasse a avançar no ramo, se formando técnico em 1974 e contabilista em 1980, na antiga Fundação de Marília (atual Univem). Além disso, ele também é bacharel em Direito, formado pela Faef de Garça, no ano de 2008. O contador cresceu na cidade de Ribeirão do Pinhal, nas proximidades de Jacarezinho, no Paraná. Ainda bastante jovem, passou a trabalhar como fotógrafo na pequena localidade, além de atuar como balconista do Foto Abe, de propriedade de Yozo Abe. Essa era única empresa do setor fotográfico na pequena cidade paranaense e, assim, Koyama era recorrentemente convocado para cobrir ocorrências policiais e várias atividades curiosas. Além de tirar fotos, o jovem também era encarregado de levar as documentações da loja ao escritório de contabilidade local, o Alvorada, cujo dono era Augusto Perez Coutinho Certa vez, por volta de 1970, o gerente do escritório de contabilidade convidou Koyama para atuar nesse local, no entanto, ele indicou que não sabia praticamente nada sobre contabilidade. Ainda assim, ao chegar ao Foto Abe o proprietário indicou que ele deveria, no dia seguinte, já se apresentar no Alvorada, uma vez que Coutinho havia ligado para ele e pediu para que o jovem passasse a trabalhar com ele. “No outro dia, cheguei ao escritório, era época de imposto de renda e já comecei com as pessoas jurídicas. Já estava arrumada minha escrivaninha, a máquina de escrever, a máquina de somar, e muitos livros. O proprietário me deu um monte de papel para preencher e um manual de imposto de renda... disse o seguinte: ‘aqui está o manual e todos os impressos para preencher e aqui os livros para fazer os formulários, vai ler e vai entender, e se não entender, até o final do mês vai haver um curso sobre imposto de renda de pessoa física em Jacarezinho, você vai e o escritório paga.’ Foi meu primeiro certificado”, lembrou o contador. Garça — Nessa época, Koyama ainda morava em um sítio com a família, sendo que seu pai resolveu investir no segmento de peixes, já que um parente vinha tendo bons resultados nesse segmento com a Sakai, em Marília. Para não concorrer naquela cidade, a escolha foi por vir para Garça e, assim, depois de um ano e meio no escritório de Ribeirão do Pinhal, Koyama se demitiu, mesmo com os pedidos de seu antigo patrão para que continuasse a atuar no Alvorada. Chegando a Garça, muita coisa era nova para o jovem e logo ele buscou conhecer a nova cidade. “Vi o prédio do Edifício do Comércio, eu nunca tinha visto um edifício... perguntei para uma pessoa o que tinha naquele prédio e ela respondeu que só havia escritórios. Eu falei, é ali que eu quero. Fui lá, nunca havia entrado em um elevador. Havia várias pessoas para subir, quando todo mundo entrou, entrei junto. Onde parou, eu desci e parou no quarto andar, onde era o escritório do Manchini, o Escritório Cruzeiro de Contabilidade”, explicou. Nesse escritório, Koyama se dirigiu a uma secretária, contou parte de sua história e questionou se haveria alguma vaga em aberto. Ela disse que não, mas, ao lado, ouvindo a conversa, estava João Truzzi, ex-vereador, que se dirigiu ao jovem indicando que ele o apresentaria ao dono do escritório, Carlos Manchini. Logo ele esteve com o proprietário, foi apresentado ao contador Porfírio Guimarães e pouco depois foi contratado. No Escritório Cruzeiro sua trajetória durou mais de cinco anos e, posteriormente, Shigueki Koyama passou a atuar em empresas como a JM Castro, que operava no segmento de tratadores, na indústria de balas Ogawa, na Materiais de Construção Oliveira, assim como na Teixeira Pinto (Taesa). Quando atuava na Teixeira Pinto, a empresa propôs que Koyama abrisse um escritório próprio e passasse a atuar meio período, tendo outro período para atender outros clientes. “Assim, comecei como autônomo, no fundo de casa, e transformei essa empresa em jurídica. Eu tenho experiência de 40 anos de profissão e o escritório foi aberto há cerca de 30 anos e estamos até hoje com a SK Contabilidade”, indicou.

 

Aposentado há três anos, Shigueki Koyama afirma que não quer parar, pois tem uma ligação mais que especial com o mundo contábil. Casado com Hilda, o profissional tem dois filhos, Alex, policial militar lotado em São Paulo, e Kelly Akemi, que mora em Presidente Prudente e que tem formação em Educação Física. Convite — O contador convida os empresários e também as pessoas físicas a conferir o trabalho da SK Contabilidade. O escritório está localizado à rua Melchiades Nery de Castro, 129, em Vila Rebelo e o telefone é 3406 1692.