
Um requerimento apresentado pelo vereador Marcelo Miranda (MDB) acendeu um alerta importante em Garça: o uso excessivo de celulares e dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes.
O documento solicita ao prefeito e também às direções de escolas particulares informações sobre a existência — ou não — de políticas públicas e regras voltadas ao controle do tempo de exposição a telas, tanto no ambiente escolar quanto no contexto familiar.
A preocupação não é apenas comportamental, mas científica. O texto cita estudos que indicam uma possível reversão do chamado “Efeito Flynn” — fenômeno que, durante décadas, apontava aumento no QI médio da população. Segundo pesquisas recentes, esse avanço teria estagnado e, em alguns casos, até regredido, especialmente entre os mais jovens.
Entre os fatores apontados estão:
• excesso de estímulos digitais
• redução do hábito de leitura
• fragmentação da atenção
• uso intenso de smartphones e redes sociais
Ainda de acordo com o requerimento, estudos em neurociência indicam que o uso prolongado de telas pode impactar diretamente áreas como atenção, memória, linguagem e capacidade de concentração.
Diante desse cenário, o vereador pede:
– informações sobre regras já existentes nas escolas
– eventual planejamento para regulamentação do uso de celulares
– criação de programas de educação digital para alunos, professores e famílias
– campanhas de conscientização sobre uso saudável da tecnologia
O documento também destaca que o avanço tecnológico é inevitável, mas defende que ele deve ser acompanhado de medidas que protejam o desenvolvimento cognitivo das crianças.
Além do Executivo municipal, cópias do requerimento também foram encaminhadas a deputados estaduais, ampliando a discussão para nível regional.