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Laudo revela arsênio em morte de estudante e celular de jovem garcense deverá ser periciado

Laudo do IML confirmou intoxicação aguda por arsênio no corpo da estudante; investigação agora busca esclarecer origem da substância e possível participação de terceiros no caso.

Por: Redação Fonte: Visão Notícias
05/03/2026 às 08h19 Atualizada em 05/03/2026 às 08h39
Laudo revela arsênio em morte de estudante e celular de jovem garcense deverá ser periciado
Foto: Visão Notícias

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu após intoxicação aguda por arsênio, substância considerada altamente venenosa.

O caso ganhou novos desdobramentos e chama a atenção em Garça, já que o ex-namorado da jovem é filho de um empresário da cidade e pode ser peça importante na investigação conduzida pela Polícia Civil.

Segundo informações divulgadas pela defesa da família da estudante, o resultado da perícia foi considerado um avanço na apuração, pois confirmou tecnicamente que a morte ocorreu por envenenamento por agente químico.

Com a confirmação da presença da substância no organismo da jovem, a investigação agora busca esclarecer como o veneno foi obtido e se houve participação de terceiros no caso.

Celular pode esclarecer o caso

De acordo com o advogado da família, Caio Silva, a expectativa agora é pela análise do celular do ex-namorado, que poderá revelar mensagens ou conversas relacionadas ao caso.

O jovem ainda não foi ouvido oficialmente pela Polícia Civil.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura a possibilidade de suicídio induzido.

Relatos da família

Segundo informações apresentadas à polícia, a estudante teria descoberto uma gravidez meses antes da morte. Após isso, o relacionamento com o namorado teria mudado, e ele teria pressionado a jovem a interromper a gestação. (veja o laudo no final da matéria)

Ainda conforme os relatos, o rapaz teria indicado formas de realizar o aborto.

Após o ocorrido, a estudante passou a apresentar quadro de depressão, segundo familiares.

A jovem morreu em maio do ano passado, após ser encontrada desacordada por um amigo e socorrida à Santa Casa, onde não resistiu.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas posteriormente a família decidiu denunciar a situação, levando à abertura de um inquérito policial.

Agora, com a confirmação de envenenamento por arsênio, a investigação entra em uma nova fase, buscando esclarecer a origem da substância e eventuais responsabilidades no caso.

Veja mais sobre o caso: Garcense é acusado de induzir aborto que levou a suicídio de namorada

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