Região ALTA
Mulher dada como morta por engano após atropelamento recebe alta e deixa hospital
Depois de 19 dias internada, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, deixou o Hospital de Base. Ela chegou a ter óbito confirmado por médica do Samu e um tempo depois foi reanimada pelo médico da concessionária.
06/02/2026 11h11
Por: Redação Fonte: G1
Foto: Marcelo Risso/ TV TEM

A mulher atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, que chegou a ser declarada morta por engano durante o atendimento inicial, recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira (5), após quase três semanas de internação.

A vítima, de 29 anos, foi atropelada no dia 18 de janeiro, enquanto tentava atravessar a rodovia. No primeiro atendimento, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito, o que levou à interdição da pista e ao acionamento do Instituto Médico Legal (IML).

Pouco tempo depois, já com o corpo coberto por uma manta térmica, um médico socorrista da concessionária responsável pela rodovia percebeu que a mulher ainda apresentava sinais respiratórios e iniciou imediatamente as manobras de reanimação. Ela foi então encaminhada ao Pronto-Socorro Central e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permaneceu internada por 19 dias, sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Durante a internação, a paciente apresentou evolução gradual. No dia 24 de janeiro, respondeu a estímulos pela primeira vez após uma semana, e dois dias depois deixou a UTI, permanecendo em observação em leito de enfermaria até a alta definitiva.

A saída do hospital foi marcada por emoção. Funcionários e familiares celebraram a recuperação da paciente, que, ainda com dificuldade na fala, afirmou estar bem. Ela deixou a unidade hospitalar em uma ambulância.

Investigações seguem em andamento

O caso gerou grande repercussão e levou à abertura de sindicâncias administrativas. A Prefeitura de Bauru informou que apura o atendimento prestado pelo Samu e afastou a médica responsável pela constatação inicial do óbito até a conclusão das investigações. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também instaurou procedimento para apurar a conduta profissional, sob sigilo.

Paralelamente, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar toda a dinâmica do caso, desde o atropelamento até uma possível falha ou negligência no atendimento de emergência. As investigações seguem em andamento.