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'A moça tá respirando': testemunha questiona Samu enquanto equipe cobre corpo de mulher dada como morta

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi declarada morta por equipe do Samu após atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). Socorrista da concessionária da via percebeu sinais vitais e iniciou reanimação.

Por: Redação Fonte: G1
20/01/2026 às 17h13
'A moça tá respirando': testemunha questiona Samu enquanto equipe cobre corpo de mulher dada como morta
Foto: Alerta Piracicaba

Um vídeo gravado logo após um atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru, mostra pessoas que passavam pelo local questionando o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no caso em que uma mulher de 29 anos foi declarada morta por engano. A vítima é Fernanda Cristina Policarpo, que segue internada em estado grave.

Nas imagens, Fernanda aparece caída no asfalto enquanto a mãe tenta se aproximar do corpo, sendo impedida pelos socorristas, que a cobrem com uma manta térmica. Durante a gravação, uma mulher alerta repetidamente a equipe: “Ela está viva! A moça tá respirando, eu estou vendo!”. Em seguida, a mãe da vítima, em desespero, questiona os profissionais sobre o estado de saúde da filha.

De acordo com o boletim de ocorrência, o óbito chegou a ser constatado no local pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Quando policiais rodoviários chegaram à rodovia, o Samu já havia deixado a área. Com a confirmação do óbito, a pista foi parcialmente interditada e o Instituto Médico Legal chegou a ser acionado.

Pouco depois, um socorrista da concessionária que administra a rodovia percebeu movimentos respiratórios na vítima e iniciou imediatamente as manobras de reanimação. Fernanda foi levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na UTI, em estado grave.

A mãe da jovem relatou que entrou em choque com a situação e afirmou que “não sabia no que acreditar” ao ser informada de que a filha estaria viva após ter sido declarada morta.

Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos e que, caso sejam constatadas irregularidades, providências serão adotadas conforme os protocolos vigentes. A direção do Samu confirmou a abertura de sindicância interna e o afastamento da médica que atestou o óbito até a conclusão da investigação.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o motorista envolvido no atropelamento parou para prestar socorro, foi ouvido e submetido ao teste do etilômetro. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor na Central de Polícia Judiciária de Bauru.

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