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A vez delas: inspiradas por grandes delegados, mulheres garcenses reforçam presença feminina na Polícia Civil

Isabella de Luca Martines e Camila Barros Pessin buscam seguir os passos de delegados garcenses que fizeram história e deixar um legado.

Por: Redação Fonte: da redação
12/01/2026 às 12h12 Atualizada em 12/01/2026 às 13h08
A vez delas: inspiradas por grandes delegados, mulheres garcenses reforçam presença feminina na Polícia Civil
Isabella e Camila: a presença feminina na Polícia Civil de São Paulo

Garça sempre se destacou por formar quadros de destaque na Polícia Civil do Estado de São Paulo. Se antes a cidade se orgulhava de nomes como Valdir Tramontini, uma verdadeira lenda viva do combate ao crime, e Ricardo Luiz de Paula Martines, atual diretor do Deinter-4 de Bauru, agora é a vez de celebrar a posse de duas novas representantes na corporação: Isabella de Luca Martines e Camila Barros Pessin. Elas estão entre os 524 novos delegados (299 homens e 225 mulheres) empossados recentemente pelo Governo do Estado, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes e agora iniciam o rigoroso curso de formação da Academia de Polícia Doutor Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), com duração de seis meses e meio.

A chegada de Isabella e Camila ao posto de delegadas simboliza não apenas conquistas pessoais, mas a consolidação de um novo tempo para a representatividade feminina na polícia. O objetivo é claro: seguir os passos de delegados garcenses que fizeram história e deixar um legado.

Isabella Martines: o orgulho de caminhar ao lado do pai

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Ricardo Martines e a filha Isabella

Filha de um dos mais respeitados delegados do estado, Ricardo Martines, Isabella cresceu em meio às histórias do cotidiano policial, mas garante que a escolha pela carreira foi sua. “Quando ingressei na faculdade de Direito, não pensava em ser Delegada de Polícia. Mas conviver com a profissão através do meu pai foi determinante para eu decidir me dedicar e estudar para concurso público”, relata.

Após se formar pela ITE de Bauru e estagiar no Ministério Público, Isabella iniciou sua trajetória na Polícia Civil do Pará, sendo designada à Divisão de Homicídios de Parauapebas. Aos 27 anos, já com experiência em investigações pesadas, conquistou a tão sonhada vaga na Polícia Civil de São Paulo. Agora, ela terá a oportunidade de atuar no mesmo estado que seu pai, algo que a emociona. “Tenho muito orgulho em poder dizer que somos colegas de profissão.”

Sobre a presença feminina na corporação, Isabella é direta: “A carreira policial ainda é predominantemente masculina, mas estamos ocupando cargos de liderança que antes eram exclusivos dos homens. Somos julgadas por não ter o ‘perfil policial’, mas vejo esse estereótipo ruindo à medida que mais mulheres entram na profissão”.

O pai, emocionado, não esconde o orgulho: “Sem dúvida, ela é motivo de orgulho não só para mim, mas para todos seus familiares e amigos”, diz Ricardo Martines.

Camila Pessin: trajetória de fé, persistência e exemplo

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Gustavo Pozzer e a esposa Camila

Aos 38 anos, Camila Barros Pessin prova que o tempo certo é aquele guiado pela perseverança. Filha do policial militar aposentado Sidney Pessin e esposa do delegado Gustavo Danilo Pozzer — que foi titular da Delegacia de Garça e atualmente atua na DISE de Marília —, ela trilhou um caminho de muita dedicação até a conquista do cargo.

Formada pela FAEF em 2011, Camila atuou como advogada, conquistou a aprovação em concursos como o de Analista Jurídico do MP-SP e chegou até a etapa final da seleção para Promotor de Justiça. Mas nunca perdeu de vista seu verdadeiro sonho: ser delegada. Com apoio do marido e da família, não desistiu. “Continuei estudando com fé nos planos de Deus”, afirma.

Em dezembro de 2025, foi oficialmente empossada como Delegada de Polícia e, assim como Isabella, inicia agora a formação na Acadepol. “Exercerei o cargo observando os deveres funcionais, respeitando os direitos estabelecidos no ordenamento jurídico e cumprindo, com excelência, a função social do Delegado de Polícia”, assegura Camila, que é mãe da Maria Eduarda, 20 anos, que cursa enfermagem na Famema/Marília.

Para o marido Gustavo Pozzer, sua trajetória é exemplo de coragem e vocação: “Quando a conheci, ela já sonhava em ser delegada. Ela conviveu com meu trabalho e isso aumentou ainda mais a admiração. Essa conquista é mais do que merecida e motivo de orgulho para toda a família”.

Garça e a tradição policial que inspira gerações

O ingresso de Isabella e Camila reforça o papel histórico de Garça na formação de quadros qualificados para a segurança pública. Delegados como Valdir Tramontini, com vasta atuação e reconhecimento na Polícia Civil paulista, e o próprio Ricardo Martines, que atualmente ocupa o mais alto posto já alcançado por um garcense na corporação, são referências que pavimentaram o caminho.

Agora, com o brilho e a competência de Isabella e Camila, uma nova geração se inicia — com força, sensibilidade e protagonismo feminino. Garça, mais uma vez, mostra que sua contribuição à sociedade vai além das fronteiras do município: ela inspira, forma e transforma vidas. E agora, também, empodera. 

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Camila e o pai, o policial aposentado Sidney Pessin

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