
Um homem de 64 anos, funcionário de um asilo em Marília, foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (7), suspeito de estupro de vulnerável. O crime teria ocorrido na noite do último domingo (4), dentro da instituição onde ele atuava havia mais de duas décadas.
A vítima é uma idosa diagnosticada com Alzheimer, residente em uma das instituições mais tradicionais da cidade. A condição de extrema vulnerabilidade da mulher agrava o caso, que, segundo as apurações, teria sido presenciado por outros funcionários. O suspeito trabalhava no período noturno e teria sido surpreendido no quarto da idosa — compartilhado com outras duas moradoras — em pleno ato sexual. Relatos indicam que a vítima não tinha condições de compreensão ou resistência.
A principal testemunha acionou colegas, que encontraram o homem com as calças arriadas sobre o corpo da mulher. Ao ser confrontado, ele deixou o local e não foi mais visto. A Polícia Militar não chegou a ser acionada naquele momento; a direção do asilo foi comunicada e a denúncia registrada diretamente na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Buscas foram realizadas, mas o cuidador não foi localizado nas horas seguintes nem no dia posterior.
Na tarde de quarta-feira (8), a Delegacia de Defesa da Mulher realizou diligências, inclusive em um distrito da cidade, em endereços ligados ao suspeito, sem sucesso. No fim do dia, ele se apresentou à delegacia acompanhado de advogado, com a expectativa de responder em liberdade. A Polícia Civil, no entanto, já havia representado pela prisão temporária, acolhida pela Justiça.
O homem foi recolhido à carceragem da Central de Polícia Judiciária e aguarda audiência de custódia. A previsão é de encaminhamento à Penitenciária de Gália, unidade especializada em crimes sexuais.
Em nota, a direção da instituição informou que adotou providências imediatas ao tomar conhecimento da “conduta grave e criminosa” atribuída ao então cuidador. A família da idosa foi comunicada e acompanhada por assistente social no registro do boletim de ocorrência, na realização do exame de corpo de delito e nos atendimentos médicos necessários. No primeiro dia útil seguinte, o funcionário foi desligado por justa causa.
O asilo destacou que, em quase 90 anos de existência, nunca havia registrado ocorrência semelhante, classificando o episódio como isolado e incompatível com seus valores e protocolos de cuidado, segurança e respeito à pessoa idosa. A instituição afirmou que segue colaborando com as autoridades e reiterou o compromisso com a dignidade e o bem-estar dos 55 idosos acolhidos.