Região ADOÇÃO
Cachorra vítima de abuso sexual por idoso em Gália é adotada e ganha novo lar
Dara foi resgatada de um idoso de 88 anos, passou por cuidados veterinários e agora vive com uma família e três cães.
01/09/2025 10h41 Atualizada há 8 meses
Por: Redação Fonte: G1
Foto: G1

O fim de agosto trouxe um caso difícil para a ONG Spaddes em Gália (SP), mas que terminou com esperança. Uma cachorrinha foi resgatada após denúncia de maus-tratos, com suspeita de abuso sexual por um idoso de 88 anos.

A ONG Spaddes, com apoio da Polícia Militar, retirou Dara da casa do suspeito. Após alguns dias em cuidados veterinários, a cadela foi adotada por uma família da cidade, onde começou um novo capítulo em sua vida.

Adoção em meio à comoção

A nova tutora, professora Tânia Santos, contou que soube do caso por amigos e decidiu adotar imediatamente a cachorrinha, batizada de Dara. Hoje, ela divide o lar com Tânia, o marido Sérgio e outros três cães da raça pinscher: Maia, de sete meses, Amóra e Bartolomeu.

“Eu fiquei sabendo do caso por acaso. Comentaram que uma cachorra tinha sido abusada e estava com a ONG para adoção. Na hora, falei que ia adotá-la, porque senti que ela precisava de um lar e que a minha casa era o lugar certo”, disse Tânia.

Ao chegar, Dara estava bastante assustada. “Ela tinha muito medo, até fez xixi quando peguei ela. Quando chegou aqui, não quis descer da caminhonete; meu marido teve que tirá-la no colo. No jardim, se escondeu debaixo do carro e não queria sair, mesmo com comida. Ficou assim o primeiro dia todo”.

Processo de adaptação

Nos primeiros dias, Dara se mostrou arisca e debilitada, mas já demonstra sinais de confiança. “Ela só vinha para comer e voltava a se esconder. Hoje eu chamei ela e ela balançou o rabinho, mesmo que pouco. Sei que com o tempo ela vai se soltar”, contou Tânia.

A interação com os outros cães da casa é gradual:

“Meu marido deixou a Maia, que é filhote, brincar perto dela. No começo, cada uma ficou em um canto, mas depois a Maia foi cheirar a Dara. Amanhã vou apresentar outro, e assim vamos, cada um aos poucos, até ela se acostumar”.

“Como uma criança em escola nova”

Tânia compara a adaptação de Dara à de um aluno que chega em uma nova escola: “Quando a criança chega, fica quietinha, às vezes chora, precisa de tempo para se adaptar. Ela está assim agora, mas com carinho vai melhorar. Adotar muda a vida deles e a nossa também. Cachorro transforma, deixa a gente mais amoroso e dedicado”.

Um recomeço cheio de amor

Apesar do histórico traumático, Dara agora tem um lar seguro e uma família disposta a oferecer cuidado.

“A gente está mais feliz, com mais um cachorro. Eu falo que agora sou mãe de quatro: três meninas e um menino. Só quero que ela fique bem. Ela precisa de muito amor, e tudo que pudermos dar, vamos dar. Agora ela tem uma família”, disse Tânia.