
Um clima de tristeza e dor paira sobre a cidade de Garça nesta sexta-feira, com o falecimento de uma personagem da história do município: Eliza Chekerdemian. Aos 89 anos, a conhecida comerciante da Casa São Paulo faleceu na manhã desta sexta-feira, por volta das 9 horas, em sua residência na rua Carlos Ferrari, nos fundos da loja fundada por seu pai. Sua partida, por causas naturais, ocorreu no mesmo quarto onde nasceu, no dia 7 de setembro de 1935, encerrando um ciclo de vida profundamente ligado à cidade que tanto amou.
Filha de Garabed e Armenuy Chekerdemian, Eliza fez parte de uma família que construiu uma trajetória marcante no comércio local, inaugurando uma loja que se tornou a mais antiga em atividade na cidade. Até hoje, o estabelecimento era conduzido pela família, com Eliza e sua irmã Mary mantendo vivo o legado dos pais, atendendo clientes com simpatia e gentileza, características que marcaram sua presença no comércio de Garça.
Além de sua atuação como comerciante, Eliza também dedicou parte de sua vida à educação, atuando como professora na zona rural, especialmente na fazenda Santa Cecília, onde conquistou uma legião de amigos e admiradores. Ela era irmã do advogado Arthur Chekerdemian, já falecido, e deixa as irmãs Mary e Solange, além de vários sobrinhos.
A cidade de Garça perde, com sua partida, uma personagem importante, símbolo de dedicação, trabalho e amor pela comunidade. Os atos fúnebres terão início às 17 horas desta sexta-feira, estendendo-se até às 22 horas na Sala 03 do Velório Municipal de Garça. Neste sábado, as despedidas ocorrerão das 8 às 10 horas, com o sepultamento marcado para o Cemitério Santa Faustina.
Eliza Chekerdemian deixa um legado de história, afeto e compromisso com Garça, eternizando-se na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la e serem tocados por sua simpatia e generosidade. Sua partida é sentida como uma grande perda, mas sua vida e obra permanecem como inspiração para as futuras gerações. "Elsa era uma pessoa santa de corpo e alma que não média esforços em ajudar. Apesar de não ter casado nem tido filhos, cuidou de toda família como uma grande mãe e era o centro das atenções. Todos queriam estar ao lado dela, mas agora só Deus terá esse privilégio", falou o sobrinho Gustavo.