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Tecnologia virtual vai levar visitante até a Marília de 100 milhões de anos atrás

Óculos desenvolvido pela empresa Sala 33 para o Museu de Paleontologia apresenta os dinossauros que habitaram Marília.

14/09/2021 às 10h49
Por: Da Redação Fonte: JC
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Tecnologia virtual vai levar visitante até a Marília de 100 milhões de anos atrás

Você já se imaginou percorrendo os lugares de Marília que há 100 milhões de anos abrigaram dinossauros, como o Titanossauro e os crocodilos pré-históricos Mariliasuchus e Adamatinasuchus? Então se prepare para colocar esta imaginação em prática assim que o Museu de Paleontologia reabrir suas portas. É que através de um projeto desenvolvido pela empresa Sala 33 um software permitirá aos visitantes embarcarem nesta viagem virtual através de óculos que proporcionará visão em três dimensões.

O cenário do período Cretáceo Superior em Marília (que abrange de 100 a 66 milhões de anos atrás) incluía os dinossauros que desde a década de 1990 vem sendo descobertos pelo paleontólogo William Nava. Em quatro meses de trabalho no Museu de Paleontologia de Marília, a Sala 33 desenvolveu cinco dinossauros: Mariliasuchus – o primeiro crocodilo pré-histórico descoberto por Nava, Brasilotitan, Dino Titã de Marília – um dos maiores dinossauros já descobertos no Brasil, Adamantinasuchus – que foi chamado de o pequeno notável, por ser um micro crocodilo pré-histórico, Brasilotitan e Abelissauro. Ao todo, 11 profissionais estão envolvidos diretamente, sendo que parte deles já criou outros modelos de dinos para a rede de televisão National Geographic. Para construir os dinossauros que viveram no território de Marília, a equipe utilizou tecnologias de escultura digitais para dar forma e movimento aos animais extintos. “A aquisição do  Oculus Quest é muito importante, pois insere o Museu de Paleontologia na Era da modernidade tecnológica. O que em primeiro momento parece contraditório, tendo em vista que o acervo do Museu tem milhares de anos, na verdade potencializa a experiência do visitante, que poderá ser projetado para um cenário da Marília pré-histórica”, ressaltou o secretário municipal de Cultura de Marília, professor André Gomes. Todo o trabalho foi acompanhado pelo paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília. Nava orientou os profissionais de tecnologia como era o clima, o ambiente e como se comportavam os dinossauros. A experiência é semelhante a um jogo de videogame: o visitante será transportado para o cenário que retrata a vida pré-histórica. Ele poderá ver e interagir com os dinossauros, além de ter noção do tamanho, suas características e acompanhar como se comportavam andando e caçando.

A Realidade Aumentada será feita através de um aplicativo para a plataforma Android. Foram produzidos cinco QR Codes (um para cada dinossauro presente na região), que servirão como âncora para a experiência, e que podem ser espalhados por qualquer lugar de Marília.

A remodelação do Museu de Paleontologia contempla inúmeras melhorias: novas vitrines para o acervo, iluminação adequada, paredes em gesso, ar condicionado, sistema de som, novo visual com adesivos ilustrativos e réplicas de dinossauros, além do óculos de realidade virtual. O investimento é de R$ 380 mil e foi garantido através de convênio com o Dadetur (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turístico do Estado de São Paulo), em razão de Marília ter sido classificada em 2019 como Município de Interesse Turístico. É um recurso do Estado exclusivamente para ser aplicado na atividade turística das cidades. O espaço ainda não foi reinaugurado, mas exista há 16 anos, reunindo fósseis.

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