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Jorginho Putinatti, um ídolo palmeirense

Nesta coluna, Tico Cassola fala dos 60 anos de Jorge Antônio Putinatti, o Jorginho, o mariliense que se tornou ídolo palmeirense.

03/09/2021 às 18h03 Atualizada em 03/09/2021 às 18h09
Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
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 O presidente Maurício Galiotte, Jorginho e o técnico Abel Ferreira
O presidente Maurício Galiotte, Jorginho e o técnico Abel Ferreira

No último dia 23 de agosto, o sempre craque da bola, Jorge Antônio Putinatti, jaqueta 7, fez mais um aniversário. Com certeza recebeu os cumprimentos dos muitos amigos e fãs. Principalmente da torcida palmeirense, onde foi (e ainda é) um ídolo. Também deve ter ganho muitos presentes dos seus conterrâneos da bonita Marília, cidade onde nasceu e está residindo atualmente.     

Segundo o Reinaldo Rossini, seu amigo dos tempos de Maquinho lá nos anos 70, o Jorginho estava programando uma festa de arromba, com muitos convidados e uma peleja de futebol. Afinal de contas, não é fácil passar a casa dos “sessentões”. Só que com esta bendita pandemia do coronavírus não foi possível. O Jorginho já adiou para uma nova data de aniversário futura. Está planejando uma megafesta. Vamos aguardar.

Dos presentes que recebeu, dois com certeza deixou o Jorginho ainda mais feliz: um da Liga dos 20 clubes de Marília, o outro do Palmeiras. Da Liga dos 20 será o patrono do campeonato municipal, que começou no mês passado. Na primeira rodada o Jorginho esteve presente e deu o pontapé inicial do jogo (o flagrante é do fotógrafo Dudu Silva). 

Foi um domingo bem diferente no Campo do Mineirão. E só vem demonstrar o quanto o Jorginho é admirado e idolatrado na sua terra natal. De quebra, o time campeão vai ganhar um troféu com o nome do craque. Aqui em Garça, o Jorginho possui muitos amigos e fãs. Sempre que tem um tempo disponível vem para cá, para matar saudades dos tempos da bola. Com aquela   resenha de futebol e muitas histórias para contar.  

Já do Palmeiras, ganhou o reconhecimento e gratidão. Em comemoração ao aniversário de 107 anos, o “Verdão” inaugurou, na noite do último dia 26, a nova sala de troféus, instalada no primeiro piso do Allianz Parque. Para abrilhantar ainda mais o evento, os dirigentes convidaram os ídolos eternos, que ao longo dos anos vestiram o manto sagrado verde. 

Uma noite inesquecível. O Jorginho pode rever amigos dos tempos do Palmeiras, e até deixou eternizada a sua assinatura no painel “Autógrafo dos Craques”. Confira nos flagrantes do fotógrafo César Grego/Palmeiras. O presidente Maurício Galiotte, Jorginho e o técnico Abel Ferreira. Na outra foto: Tonhão, Cesar “Maluco”, Dudu, Leão e Jorginho. 

A CARREIRA 

Jorginho Antônio Putinatti nasceu em Marília no dia 23/08/1959 e pode ser considerado como uma das maiores revelações do futebol mariliense. Começou no Maquinho e seu grande descobridor foi o ex-técnico Pupo Gimenes. Teve uma ascensão rápida. Quando estava no time principal do MAC foi convocado para a Seleção Brasileira Olímpica de 1.979, para disputar o campeonato sul-americano.

Com grandes atuações acabou sendo contratado pelo Palmeiras, onde jogou entre os anos de 1980 à 1987.  Disputou 373 jogos, tendo 160 vitórias, 131 empates e 82 derrotas. Na época o time não vivia um bom momento, mesmo assim Jorginho marcou 95 gols.

Saindo do Palmeiras foi para o “rival” Corinthians, onde disputou 48 jogos, com 18 vitórias, 16 empates e 14 derrotas, marcando 7 gols. Outros clubes na carreira: Fluminense carioca, Grêmio de Porto Alegre, Guarani de Campinas, Santos Futebol Clube, XV de Novembro de Piracicaba. 

Nas temporadas de 1979 e 1983, ganhou o troféu “Bola de Prata”, da Revista Placar, que elegia os melhores jogadores do Brasil em cada posição. Jorginho foi um dos primeiros atletas a ir para o futebol japonês, abrindo o mercado para os demais brasileiros. 

Nos gramados nipônicos defendeu o Toyota e Nagoya Grampus, onde encerrou a carreira no ano de 1994. Na seleção brasileira (e olímpica) disputou 23 jogos, alcançando 7 vitórias, 8 empates, 8 derrotas e gols marcados. Se Jorginho teve uma carreira com poucos títulos (mas faz parte), de outro lado brindou o torcedor com grandes jogadas, lances de efeito e lançamentos precisos. Além de belos gols, uma boa parte nas cobranças perfeitas de falta.  

UM GOL PARA 

A HISTÓRIA 

No dia 9 de outubro de 1983, Palmeiras e Santos jogavam pelo Paulistão. Foi quando Jorginho marcou um inédito gol, com a ajuda do juiz, que entrou para a história do futebol mundial. O Santos vencia por 2 a 1. Até que nos descontos, aos 47 minutos de jogo, Jorginho da entrada da área, chutou para o gol. A bola ia para fora, bateu no árbitro Jose de Assis Aragão, desviou a trajetória, e balançou a rede peixeira. Placar final: 2 a 2. 

Num bate papo, certa vez o Jorginho me disse “tinha muitos béques do Santos na frente, então tabelei com o juizão”. Não se tem notícia de um outro gol igual. Hoje a regra não permite mais um gol de árbitro. No caso de a bola bater no “juizão”, ela não será colocada em disputa, e sim devolvida ao último jogador que a tocou.

 

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