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Pesquisador encontra novos fósseis de crocodilo na região

Nova descoberta de paleontólogo revela importantes fósseis de crocodilo em Marília.

10/06/2024 às 08h35 Atualizada em 10/06/2024 às 08h45
Por: Redação Fonte: Giro Marília
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Foto: Giro Marília
Foto: Giro Marília

O renomado paleontólogo William Nava, conhecido por mapear a rota dos dinossauros na região de Marília, fez mais uma descoberta impactante. Durante uma escavação em maio, às margens de uma rodovia, Nava encontrou o crânio fossilizado de um crocodilo, junto com outros restos ósseos que podem trazer novas informações sobre o Mariliasuchus, uma espécie de crocodilo nomeada em homenagem à cidade.

A descoberta ocorreu quando pequenos ossos fossilizados chamaram a atenção de Nava. Ao escavar cuidadosamente uma fratura natural na rocha de arenito, ele identificou duas vértebras isoladas, mas próximas. Parte do bloco de arenito se desprendeu, revelando mais restos ósseos em seu interior.

Os fósseis foram levados ao laboratório do Museu de Paleontologia de Marília, onde estão sendo preparados com equipamentos especializados. Durante os feriados da semana passada, Nava aproveitou para remover porções de arenito que recobriam os fósseis, revelando evidências de um crânio de crocodilo.

"O crânio é pequeno, mede cerca de 6 a 7 cm de comprimento e está em vista dorsal, o que impede de observarmos os dentes. Assim que tivermos acesso à dentição, poderemos confirmar se se trata de algum crocodilo da espécie Mariliasuchus ou outra espécie diferente", afirmou Nava. O crânio está articulado às vértebras cervicais e parte da cintura escapular, um indício de soterramento rápido que preservou o esqueleto em posição de vida.

Essa descoberta é promissora para futuras pesquisas. Nava já havia encontrado restos ósseos isolados de pequenos crocodilos na mesma área, mas estes estavam muito mal conservados para permitir estudos detalhados.

Além do Mariliasuchus amaral, Marília abriga registros do Adamantinasuchus navai, ambos pequenos crocodilos que viveram durante o período Cretáceo, há cerca de 70-80 milhões de anos, junto com grandes titanossauros. A pesquisa de Nava foi fundamental para a criação e ampliação do Museu de Paleontologia de Marília, transformando o dinossauro em um símbolo do município. Seus trabalhos também revelaram restos de um "Dinotitã", atualmente em estudo na Universidade de Brasília.

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