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Veterinário garcense participa de missão em região afetada pelas chuvas no Sul

Danilo Pozzer, que nasceu e tem propriedade em região atingida pela catástrofe, comanda a Inspetoria de Defesa Agropecuária de Garça e integrou equipe da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.

09/06/2024 às 18h33
Por: Francisco Alves Neto Fonte: da redação
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Danilo viu de perto a devastação provocada pelas enchentes
Danilo viu de perto a devastação provocada pelas enchentes

O médico veterinário Danilo Pozzer, chefe da Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Garça, esteve nesta última semana no Estado do Rio Grande do Sul integrando uma missão do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. A equipe paulista trabalhou intensamente ao lado dos técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, auxiliando agricultores que tiveram suas propriedades devastadas pelas enchentes que afetaram os gaúchos.

Pozzer, que apesar de se considerar um legítimo garcense pelos muitos anos de residência e envolvimento comunitário com o município, é natural de Faxinal do Soturno, na região de Santa Maria. “Eu sou da região de Santa Maria. Inclusive nos primeiros dias de chuva eu estava lá na minha propriedade, que felizmente não foi atingida. Mas na vizinhança, o córrego subiu muito, invadiu casas, um centro comunitário, destruiu maquinário e plantações. As pontes foram levadas, a cidade ficou isolada. A região lá foi bastante afetada”, contou o veterinário. Em entrevista ao Jornal Mais, Pozzer compartilhou sua alegria e emoção em poder auxiliar seus conterrâneos nesse momento difícil.

A missão consistiu em realizar um diagnóstico detalhado da situação atual do setor agropecuário, com foco na vigilância e defesa sanitária animal. A equipe de São Paulo, composta por oito servidores, foi recebida na segunda-feira na Inspetoria de Lajeado pelo diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi (DDA/Seapi), Francisco Lopes, e logo em seguida iniciou as visitas.

De acordo com Lopes, a missão paulista levou antígenos do Instituto Biológico para suprir demandas emergenciais de insumos perdidos durante as enchentes. A equipe aplicou questionários aos produtores rurais para levantar informações sobre perdas de animais, produtos vegetais e equipamentos, além de oferecer orientações sobre notificações de doenças nos rebanhos. “Das 5.700 propriedades afetadas pelas inundações no Rio Grande do Sul, cerca de 1.700 estão no Vale do Taquari. Por isso, começamos nosso trabalho por essa região,” explicou Lopes.

Danilo Pozzer relatou as dificuldades encontradas e a destruição observada. “A água levou embora pastagens, silagem e feno, e o gado está passando fome. Encontramos mortes de animais e estamos organizando a entrega de alimentação para os sobreviventes,” revelou.

Um dos casos mencionados foi o de Airton Hepp, agricultor de Forquetinha, no Vale do Taquari, que perdeu 150 toneladas de silagem de milho e 4 mil litros de leite em dez dias, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$ 40 mil. “A água subiu muito rápido e nunca tinha acontecido antes. Invadiu até a casa de ordenha. Foi um estrago enorme,” disse Hepp.

Pozzer destacou a importância de estar na região onde cresceu e utilizar sua experiência profissional de 47 anos para ajudar. “É uma sensação muito boa poder ajudar. Conhecendo a região e os hábitos do pessoal, podemos dar uma assistência mais eficaz.

Graças à estrutura que temos, podemos levar orientação e alento para quem está precisando,” afirmou. “Tem lugares que só agora, depois de quase um mês, começou a circular pessoas e carros, de tanta estrada que ficou interrompida. Realmente o estrago é grande. Estamos trabalhando bastante. O pessoal é muito receptivo, e está gostando muito da nossa visita”.

RESILIÊNCIA E ESPERANÇA

Apesar da tragédia, Pozzer observou a resiliência dos produtores rurais. “Eles estão determinados a recomeçar. Muitos afirmam que vão reconstruir suas casas e instalações. Essa persistência é extremamente reconfortante, e acredito que em seis meses a um ano, a produção vai voltar ao normal,” disse.

A missão também levou medicamentos e materiais básicos para o atendimento de enfermidades em bovinos, suínos, aves e equinos. “Viemos em quatro caminhonetes e trouxemos material básico de atendimento a enfermidades de animais de interesse para o Rio Grande do Sul”, informou o líder da equipe paulista, médico veterinário da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Bruno Ribeiro. A equipe viajou com recursos do Estado de São Paulo.

“Estamos aqui não só como profissionais, mas também como seres humanos, com o coração aberto para ajudar na reconstrução,” concluiu Bruno Ribeiro, líder da equipe paulista. O trabalho dos profissionais paulistas, como o Dr. Danilo Pozzer, é um exemplo de solidariedade e dedicação, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e trazendo esperança para os agricultores gaúchos.

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