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Saudades: Há 14 anos o Frei Amado nos deixava

Frei Luiz Carolino terminou sua existência terrena com 61 anos para passar à vida com Deus no dia 21 de julho de 2007, quando sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

18/07/2021 17h37
Por: Da Redação Fonte: Garça em Foco
Saudades: Há 14 anos o Frei Amado nos deixava

Numa comovente manifestação e apreço e estima, há 14 anos a comunidade católica garcense despediu-se comovida do Frei Luiz Carolino, 61 anos, então Pároco do Santuário Nossa Senhora de Lourdes. Paroquianos, religiosos, amigos e religiosos choraram a perda física do “amado”, como carinhosamente tratava os irmãos e irmãs presentes em suas celebrações. Foram momentos de infinita tristeza e pesar, que emocionou a cidade. Frei Luiz Carolino terminou sua existência terrena com 61 anos para passar à vida com Deus no dia 21 de julho de 2007, quando sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

A VIDA

Frei Luiz Carolino nasceu em Guapiaçú, São Paulo, no dia 11 de junho de 1946. Era filho de Lúcia Costa Carolino e Agenor Carolino. Na sua infância, sofreu um acidente grave e sua mãe o entregou a Cristo para que fosse feita a vontade dele. Já adulto e, depois de um período em uma igreja evangélica, voltou para a Igreja católica e ajudava em uma paróquia como catequista, animador de canto e outras tarefas necessárias.

Em 1976 iniciou sua caminhada para a Vida Religiosa Franciscana no Seminário Santo Antônio Galvão em Guaratinguetá, SP. Fez a profissão perpétua no dia 04 de outubro de 1983 emitindo os votos nas mãos de Frei Aurélio di Falco. Foi ordenado diácono e sacerdote no dia 07 de dezembro do mesmo ano. Chegou em Garça no dia 01 de março de 2001, quando iniciou seu trabalho como pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.

Em cada Paróquia onde trabalhou gozava da estima de muitas pessoas. Sempre conquistou as comunidades pelo seu modo simples e um pouco ingênuo de ser e relacionar-se com as pessoas. Frei Luiz trabalhava muito, era incansável, gostava de “fazer ele mesmo” e raramente pedia ajuda.

Cuidava pessoalmente da decoração da igreja para as celebrações. Outra coisa marcante era o seu pudim. Qualquer promoção, o doce era disputadíssimo. Em festas íntimas todos cobravam a deliciosa sobremesa do religioso. “cadê o pudim do frei” (*).

Em vida recebeu inúmeras homenagens de carinho. Por onde passou era querido e amado por todos. Assim recebeu muitas manifestações de apreço e consideração como homenagens das mais simples e reservadas até aquelas públicas como o título de cidadão francano no ano de 1995 emitido pela Câmara Municipal de Franca.

De família simples, tudo que conseguiu foi por méritos próprios. Amava o sacerdócio e dedicou-se a ele como ninguém, a ponto de não se importar com a sua saúde. Não se limitava ao altar que amava e abraçava. Extrapolava a função de padre para ajudar qualquer um de seu rebanho. Suas homilias eram longas.

“Dizem que que o frei fala muito na homilia, mas quando o frei estiver diante de Deus, irá dizer: o frei falou muito, mas evangelizou”, reconhecia. Após a consagração cantava a música “Vaso Novo”. Era um momento de profunda adoração.

Não é a toa que o chamavam de “frei amado”, não somente porque se dirigia dessa forma às pessoas, mas sim pela capacidade de amar e ser amado. Amou muito a Eucaristia com grande fé na presença do Cristo vivo. Diante dela, mesmo infringindo algumas normas litúrgicas, sempre cantou e valorizou o momento com uma frase célebre: “amados, ninguém é mais feliz do que nós que estamos diante do Cristo vivo na Eucaristia”.

Com diabete e necessidade de alimentação balanceada e movimentos físicos, Frei Luiz não conseguia deixar de comer o seu próprio pudim, bolos recheados, brigadeiros e outras guloseimas prazerosas ao sabor e venenosas à saúde. Morreu ainda preocupado com o trabalho e as obrigações da Paróquia. O corpo de Frei Luiz encontra-se sepultado em Mirassol, na capela mortuária da Custódia.

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