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Polícia POLICIAL

Preso em Garça envolvido em esquema de roubo de cargas no MT

Além da prisão em Garça, mandados de buscas da Polícia Civil do Mato Grosso foram cumpridos em cidades como Assis, Paraguaçu Paulista inclusive com prisões dos envolvidos. Quadrilha investigada por roubos de cargas em MT, SP e PR movimentou R$ 6 milhões em esquema.

09/07/2021 14h29 Atualizada há 3 semanas
Por: Francisco Alves Neto Fonte: G1
Prisões foram efetuadas em vários estados onde a quadrilha atuava (Foto: G1)
Prisões foram efetuadas em vários estados onde a quadrilha atuava (Foto: G1)

A Polícia Civil do Mato Grosso anunciou a prisão de integrantes de uma organização criminosa que atuava no roubo e furtos de cargas de grãos no estado, e que movimentou, aproximadamente, R$ 6 milhões com o esquema criminoso praticado também em São Paulo e Paraná. Na região, além de Garça, foram efetuadas prisões nas cidades de Assis, Avaré e Ponta Grossa no Paraná. 

Oito investigados, entre eles os cabeças da organização criminosa e donos da transportadora envolvida nos roubos e furtos, foram presos nesta semana durante a Operação Safra. O homem de 35 anos e a mulher dele, de 37, foram presos na cidade de Irati (PR), quando tentavam fugir do interior de São Paulo para a região sul do País.

Pelo que apurou o portal Garça em Foco, a prisão do acusado em Garça foi feita pela Polícia Militar. O suspeito, que não seria morador da cidade, estava numa das clínicas de reabilitação da cidade. O indivíduo, de 38 anos, foi detido pela equipe do sargento Mecenero e levado à Delegacia de Polícia onde permaneceu a disposição da justiça. "Nós recebemos informação anônima sobre a presença desse foragido no Mato Grosso na cidade e o prendemos. Ele ficou sabendo do mandado e veio voluntariamente se internar alegando que precisava se desintoxicar das drogas", explicou o sargento.

Outros mandados judiciais decretados pela Justiça de Mato Grosso foram cumpridos em cidades do interior paulista e do Paraná. Em Assis, sede da transportadora usada pelo casal que liderava o esquema criminoso, foram aprendidos quatro caminhões e seis carretas, e a empresa foi fechada.

As cargas de grãos, principalmente soja, eram desviadas ou furtadas de fazendas produtoras ou armazéns graneleiros, onde os criminosos agiam utilizando notas fiscais frias para a retirada dos produtos.

Depois que revendiam as cargas, ainda dentro de Mato Grosso, saíam do estado com o dinheiro obtido no esquema, agindo como ‘piratas’, conforme apurou a investigação que reuniu ocorrências registradas em 40 boletins comunicados à Polícia Civil de Mato Grosso.

Policiais civis das Delegacias de Paranatinga e de Primavera do Leste, da GCCO, Gerência de Operações Especiais e Polinter também cumpriram 11 mandados de buscas contra alvos da investigação nas cidades do interior paulista, como Assis, Avaré, Conchas, São Miguel Arcanjo, Paraguaçu Paulista, Maracaí e Tarumã; e em Campo Mourão, no Paraná.

Esquema criminoso

As investigações iniciaram na Delegacia de Paranatinga, que apurou os furtos de duas cargas de soja ocorridos em março deste ano. A partir de outras ocorrências registradas nas cidades de Sorriso e de Ipiranga do Norte, a Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso identificou o esquema criminoso envolvendo uma empresa de transportes sediada no município de Assis e utilizada para a prática dos crimes.

Durante anos, o proprietário e demais integrantes da quadrilha desviaram toneladas de grãos em Mato Grosso, conforme constam em mais de 40 boletins de ocorrência registrados pelas empresas proprietárias das cargas.

A investigação da Polícia Civil apontou que o proprietário da empresa, de 35 anos e o grupo criminoso liderado por ele atuavam como ‘piratas’ ao entrar no estado para furtar as cargas e depois sair com o dinheiro obtido nas vendas criminosas.

A apuração apontou que a quadrilha se utilizava das mais variadas fraudes, aproveitando-se falhas no sistema de controle das fazendas e das transportadoras contratantes. Depois de praticarem os furtos, voltavam à cidade de Assis levando o “espólio, valores em dinheiro. O delegado de Paranatinga, Hugo Abdon, destaca que a operação foi realizada para reunir informações contra os alvos investigados e também interromper as condutas criminosas.

Além disso, o objetivo era também atingir o patrimônio da organização criminosa, ressarcir as vítimas dos prejuízos sofridos e, por fim, levar à punição dos associados. O delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, pontua que o inquérito instaurado pela GCCO apura os crimes de organização criminosa, furto qualificado pela fraude e por concurso de pessoas, além de haver indícios da prática de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Além dos furtos, a organização criminosa passou a agir também roubando cargas, com uso de armas de fogo e mantendo as vítimas reféns durante a ação. Somente em Paranatinga, a quadrilha causou um prejuízo de R$ 300 mil com as duas cargas de soja furtadas. Em Ipiranga do Norte, os criminosos desviaram quatro cargas completas de soja avaliadas em aproximadamente R$ 600 mil.

 

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