Terça, 20 de Abril de 2021
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Geral SAUDADE

Há 10 anos, Garça chorava a morte do “prefeito do povo”

Julio Marcondes de Moura, o Julinho, faleceu em 27 de março de 2011, no dia que completaria 77 anos de vida. Sua morte ainda é sinônimo de tristeza e dor.

27/03/2021 17h31
Por: Francisco Alves Neto Fonte: Da redação
Julinho e sua esposa Lyria Kemp Marcondes, morta em 2018
Julinho e sua esposa Lyria Kemp Marcondes, morta em 2018

Neste sábado, a comunidade garcense relembra o aniversário de 10 anos da morte do ex-prefeito e ex-deputado Júlio Marcondes de Moura, o Julinho. Na madrugada de 27 de março de 2011, no dia que completaria 77 anos de vida, o político recordista em mandatos no país, faleceu vitimado por uma parada respiratória, deixando um legado que serve de referência, e mesmo uma década depois de sua morte, continua sendo lembrado e exaltado por muitos eleitores nas cidades que comandou. 

Trata-se de um dos maiores líderes políticos do interior paulista e do país, sendo eleito para 6 mandatos de prefeito (três em Garça, dois em Álvaro de Carvalho e um em Júlio Mesquita), e um de deputado estadual. Elegeu-se prefeito de Álvaro de Carvalho pela primeira vez em 1957, como um dos mais jovens do país na época, 21 anos. Em 1965 se elegeu novamente para prefeito da cidade. 

Em 1961 foi eleito prefeito de Júlio Mesquita. Em Garça foi prefeito por três mandatos sendo o último de 1997 a 2000. Com visão além do seu tempo, atuou também como eficiente gestor nas demais áreas da administração pública, implantando distritos industriais, postos de saúde, núcleos habitacionais, escolas, faculdades, saneamento básico, infraestrutura, festividades e inúmeras ações, tanto na área urbana como rural.

Sempre preocupado com os servidores, Julinho implantou uma reforma no funcionalismo municipal corrigindo distorções tanto entre funcionários da ativa quanto entre os aposentados. Nesse tempo, no Brasil, vigorava o AI-5 - Ato Institucional n° 5, que dava totais poderes ao chefe da nação e permitia que candidatos derrotados nas urnas pudessem, com algumas manobras, intervir nos municípios cujos candidatos eleitos não lhes agradassem. Assim, Julinho foi afastado do cargo e Garça sofria uma intervenção federal, sob a justificativa de que o prefeito cometera “possíveis irregularidades administrativas”. Mas ele seguiu no MDB apoiando seus candidatos. 

Quando teve que sair da prefeitura, em 1970, foi residir em Belém, retornando a Garça em 1982 a fim de disputar novamente a prefeitura. Eleito novamente, exercendo um mandato de 6 anos (1983 – 1988). Já como deputado estadual ocupou cadeira na Câmara de 1991 a 1994. Julinho ainda foi prefeito de Júlio Mesquita e premiando uma carreira política brilhante, foi deputado estadual. Faleceu antes de receber o título de Cidadão de Álvaro de Carvalho e Cidadão Mariliense. 

Julinho destacou-se principalmente por direcionar suas ações em favor da população mais carente, que lhe rendeu o título de “Pai dos pobres”. Tinha orgulho do rótulo de ser o político dos humildes. Sua morte ainda é sinônimo de tristeza e dor, e gerou grande comoção. Centenas de pessoas, amigos, políticos de toda a região, se uniram aos familiares para dar o último adeus aquele que também chamavam de “prefeito do povo”. 

Foi casado por 52 anos com a também saudosa Lirya Kemp Marcondes de Moura, falecida há três anos, completados na última quarta-feira, dia 24. Desta união vieram os filhos Cornélio Cézar, Júlio Cézar, Lirynha, Maria Cândida, Adhemar e Juliane Auta, além de 11 netos - dentre eles o atual vereador Adhemar Kemp Marcondes de Moura Filho - e dois bisnetos.

 

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