Terça, 02 de Março de 2021
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Saúde CORONAVÍRUS

Criança de 9 anos desliga energia e cidade perde todas as vacinas de covid

Desligamento do relógio de energia elétrica da sede de vacinação fez com que cidade do ES perdesse todas as doses de vacina contra a Covid-19 disponíveis, além de outros imunizantes e medicamentos.

19/02/2021 16h12
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Por: Da Redação Fonte: Garça em Foco
Segundo a polícia, menino de nove anos foi o responsável por desligar o relógio de energia elétrica da sede de vacinação — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Segundo a polícia, menino de nove anos foi o responsável por desligar o relógio de energia elétrica da sede de vacinação — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Um menino de nove anos foi o responsável por desligar o relógio de energia elétrica da sede de vacinação de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, de acordo com a Polícia Civil. O ato fez com que a cidade perdesse todas as vacinas disponíveis contra a Covid-19. Outros tipos de vacina, assim como testes de sangue e medicamentos, também foram perdidos.

As informações sobre a conclusão das investigações foram divulgadas pela Polícia Civil no final da manhã desta sexta-feira (19). De acordo com o delegado Fabrício Lucindo, titular da Delegacia de Rio Bananal, a análise de imagens de câmeras de segurança permitiram que a polícia desvendasse o caso. As imagens não foram divulgadas.

Inicialmente, a Prefeitura de Rio Bananal suspeitou que o desligamento da energia tivesse sido um ato de vandalismo.

"Pelo depoimento das pessoas que estiveram no local, conseguimos delimitar o horário em que o relógio foi desligado. A partir daí, pelo relógio das câmeras, percebemos que uma criança, de apenas nove anos, que estava brincando no local, acabou subindo em um banco de praça que fica em frente ao relógio. Curioso porque uma lâmpada vermelha piscava dentro do relógio o tempo todo, ele acabou desligando o relógio para tentar apagá-la. Desligando o relógio e apagando a lâmpada, ele voltou com as brincadeiras novamente. Ou seja, uma brincadeira de criança inocente que acabou gerando todo esse problema", detalhou o delegado.

Ainda de acordo com Fabrício Lucindo a palavra "corona" que estava escrita no relógio e que reforçou as suspeitas de que o ato tivesse sido praticado de forma proposital, na verdade foi escrita pela irmã do menino, duas semanas antes do desligamento do relógio.

A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído e remetido ao Ministério Público, com cópia para o Conselho Tutelar, que adotarão as providências cabíveis.